Presidente da Câmara penalizou vereadores por questionarem gasto com empresa de comunicação

Presidente da Câmara de Chapadinha, Vera Lúcia, penaliza vereadores por questionarem gastos do legislativo

Embora tenha sido divulgado nas redes sociais, muita gente não ficou sabendo que a presidente da Câmara de Municipal de Chapadinha, Vera Lúcia, diminuiu o número de assessores de alguns vereadores simplesmente porque estes questionaram gastos do legislativo com uma empresa de comunicação.

Vale lembrar que já noticiamos uma tramoia encabeçada pela presidente para afastar uma ordenadora de despesas pelo mesmo motivo: ter questionado gastos da Câmara (veja aqui). Pois bem, o caso em tela aconteceu pouco antes e foi tão grave quanto, razão pela qual o trazemos novamente à baila.

Sessões suspensas em razão da covid-19

Por conta da pandemia e do isolamento social decorrente, as sessões da Câmara de Chapadinha ficaram suspensas no período de 17 de março a 20 de maio. E em razão da paralisação foi discutido o remanejamento de recursos não utilizados pela casa para que pudessem ser aplicados no combate à pandemia. Para tanto, vereadores questionaram a necessidade de alguns gastos como, por exemplo, o valor de R$ 8 mil (oito mil reais) pagos mensalmente à empresa J. ALEXANDRINO DA CUNHA-ME por serviços de comunicação, entre os quais a transmissão das sessões via internet, que estavam suspensas. Porém a presidente não gostou.

Em retaliação, Vera diminuiu o número de assessores dos vereadores que questionaram o gasto com a referida empresa e a composição atual dos gabinetes ficou assim:

Vereadores que "se dão mais ou menos bem" com a presidente e possuem dois (02) assessores à disposição: Jr. Carneiro, Nonato Baleco, Luís Barbeiro, Netinho, Missecley Araújo, Marcely Gomes, Neto Ponte e Marcelo Meneses.

Vereadores independentes e que, por esta razão, agora só têm direito a um (01) assessor: Alberto Carlos, Itamar Macedo, Tote, Nildinha Teles, Licinha Cardoso e Marcelo Marinheiro.

Mas Vera Lúcia não parou por aí. Depois do corte de assessores ela ainda conseguiu liberar o pagamento integral à empresa alegando que as sessões iriam retornar por meio de videoconferência, como em outros parlamentos, e sem o pagamento integral a empresa não poderia viabilizar as transmissões simultâneas. De boa-fé, os vereadores concordaram para que os trabalhos na Câmara pudessem retornar.

Ocorre que o pagamento foi realizado, mas as sessões retornaram de forma presencial e não virtual. A lorota de videoconferência foi só mais uma para o currículo da presidente.

Não é à toa que vereadores já pediram seu afastamento do cargo (veja aqui) e eleitores já iniciaram uma campanha nas redes sociais:

Campanha pelo afastamento da presidente da Câmara de Chapadinha

Fora Vera, pelo afastamento da presidente da Câmara de Chapadinha

Campanha 'Fora Vera', pelo afastamento da presidente da Câmara
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