Prefeito de Chapadinha reabre comércio local com exceção de restaurantes, lanchonetes, bares e academias


Neste domingo, 14, o prefeito de Chapadinha, Magno Bacelar, emitiu novo decreto autorizando o funcionamento das atividades consideradas não essenciais, que poderão ser retomadas a partir desta segunda-feira, de 08:00h às 16:00h e, no sábado, até o meio-dia.

Os estabelecimentos deverão adotar medidas como fornecer máscaras para os funcionários e restringir o número de pessoas dentro de locais fechados.

No entanto, o prefeito continua penalizando quem vive do ramo de restaurantes, lanchonetes e similares, além de bares e academias, pois o decreto não abrange tais atividades. Estas deverão continuar atendendo apenas nas modalidades retirada no balcão e delivery ou permanecerem fechadas, no caso das academias. Igrejas e templos religiosos também ficaram de fora da flexibilização.

As mudanças valem até o próximo fim de semana, data em que deverá ser editado novo decreto prorrogando ou alterando as regras deste último. Para ler o novo decreto na íntegra, clique [AQUI].

Medidas de isolamento sem investimento na saúde são inúteis

Ainda na gestão do ex-ministro Mandetta, o Ministério da Saúde deixou claro que o objetivo do isolamento é ganhar tempo para que os gestores possam "fortalecer" o sistema de saúde pública e as pessoas possam receber o melhor atendimento possível caso contraiam covid-19 e precisem de cuidados médicos, principalmente nos casos graves.


Em Chapadinha, porém, o prefeito vem brincando de fechar e reabrir o comércio desde o mês de março, mas até hoje não fez absolutamente nada para melhorar o sistema de saúde local. Ele apenas separou o atendimento de casos de covid-19 dos demais e comprou alguns EPIs, após várias denúncias e até manifestações de servidores da saúde.

Bacelar chegou a anunciar a compra de uma ambulância com respirador, mas não paga uma equipe especializada para operar o equipamento, tornando-o inútil assim como os três respiradores disponíveis na UPA, onde também não há equipe intensivista de plantão.

E sabemos que não é falta de dinheiro, pois o município já recebeu, só do governo federal, mais de R$ 3,8 milhões (três milhões e oitocentos mil reais) para o combate à pandemia, sem contar as emendas parlamentares.

Apesar de fazerem propaganda dos respiradores disponíveis na saúde municipal, Bacelar e sua trupe também costumam afirmar que os pacientes graves não são responsabilidades do município e, sim, do estado. Dizem isto porque sabem que, se algum paciente grave precisar de respirador na UPA, por exemplo, certamente vai a óbito por falta de equipe especializada para atendê-lo, como já aconteceu.

Em resumo, nosso povo continua entregue à própria sorte dispondo apenas do Hospital Regional caso necessite de respirador, o qual atende a pacientes de vários municípios, de Chapadinha à Tutóia.

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