Chapadinha tem apenas 5 leitos reservados para casos graves de coronavírus e 18 para casos moderados

Leito com respirador, essencial para casos graves de covid-19
Exemplo de leito com respirador

Na última quarta-feira, 22, o prefeito de Chapadinha, Magno Bacelar, concedeu entrevista coletiva onde esperava-se que tirasse dúvidas da população sobre as medidas tomadas para garantir o tratamento de pacientes graves com covid-19 ou o destino dos recursos extras enviados pelo governo federal, mas, em vez disso, Bacelar mais enrolou que informou. Não soube sequer dizer com exatidão o número de leitos já preparados e reservados para casos graves da doença, nos hospitais locais.

Coube ao vereador Alberto Carlos, durante uma live transmitida no mesmo dia, responder a essa questão (além de outras relacionadas ao assunto, para assistir clique aqui).

Segundo Alberto apurou, Chapadinha possui 5 leitos reservados para casos graves de coronavírus: 3 no prédio onde funcionava a UPA (Unidade de Pronto Atendimento), onde hoje funciona o setor de urgência e emergência do HAPA (Hospital Antônio Pontes de Aguiar), embora o prefeito insista em manter o nome antigo; e 2 no Hospital Regional de Chapadinha.

Há outros 18 leitos reservados - 4 no HAPA e 14 no Hospital Regional -, mas sem respiradores artificiais, essenciais no tratamento de pacientes graves; logo são destinados àqueles que precisam de acompanhamento médico e não apresentam insuficiência respiratória.

Como funciona um respirador mecânico, usado em casos graves de covid-19
Como funcionam os respiradores mecânicos
(clique para ampliar)

Hospital Regional ampliará reserva


Ainda segundo Alberto, o diretor clínico do Hospital Regional, Dr. Ronan Nascimento, informou que a unidade está sendo adaptada para receber mais pacientes com covid-19 e o número de leitos para casos moderados passará de 14 para 22. Além disso, se os 5 leitos disponíveis no município para casos graves forem ocupados, o Hospital Regional teria à disposição 10 UTIs que podem ser utilizadas para reforço no atendimento.

Em resumo, hoje temos 5 leitos com respiradores e 14 sem, mas a previsão é que o município possa atender até 15 casos graves e 28 moderados, simultaneamente.

Parece muito, mas o número ideal de leitos com respiradores, segundo o Ministério da Saúde, é de 25 a 30 para cada 100 mil habitantes. Fazendo as contas, Chapadinha precisaria de 20, no mínimo, para seus 80 mil habitantes; todavia esse número ainda seria insuficiente, uma vez que o município é polo regional de saúde e recebe pacientes de outras cidades.

Resta à população e às autoridades competentes cobrarem dos governantes que providenciem mais leitos para o tratamento de pacientes graves e, se necessário, mais profissionais aptos a operar os equipamentos, caso contrário serão responsáveis por cada morte de pacientes que precisarem ser encaminhados à capital, por falta de estrutura para atendimento local.

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Veja também: Ministério da Saúde explica que todos terão contato com o vírus e o isolamento serve apenas para reduzir a velocidade de transmissão, para que tenhamos tempo de preparar o sistema de saúde (vídeo).
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