Marcado julgamento dos acusados pelo assassinato do prefeito Bertin, de Presidente Vargas

Acusados da morte do prefeito de presidente Vargas, Bertin, vão a júri popular

A 2ª Vara da Comarca de Itapecuru-Mirim (MA) marcou para o dia 26 de novembro, às 9h, na Câmara Municipal, a sessão do Tribunal do Júri Popular para o julgamento dos réus José Evangelista Duarte Santos, Benedito Manoel Martins Serrão e Raimundo Nonato Gomes Salgado, acusados do assassinato do prefeito de Presidente Vargas (MA), Raimundo Bartolomeu Santos Aguiar, o "Bertin" (imagem acima), e da tentativa contra Pedro Pereira de Albuquerque, o "Pedro Pote", crimes ocorridos no dia 6 de março de 2007, na região de Itapecuru-Mirim.

Segundo a denúncia do Ministério Público, as investigações policiais revelaram que os acusados executaram os crimes a mando de terceiros que queriam se beneficiar de esquema de corrupção existente no município de Presidente Vargas.

Após a instrução processual, diante da existência de materialidade e indícios suficientes de autoria do crime, o Judiciário de Itapecuru decidiu pronunciar os três executores, a fim de que sejam submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri.

O CRIME

De acordo com o inquérito policial, na data mencionada, na altura do Km 193 da BR-222 (Povoado Cigana), em Itapecuru-Mirim, Bertin e Pedro Pote (secretário municipal de esportes) viajavam no sentido Itapecuru-Vargem Grande, em carro conduzido pelo primeiro, quando, por volta das 22:45h, outro veículo os alcançou forçando-os a parar sob disparos de arma de fogo. Em seguida, os três denunciados, todos policiais militares, renderam as vítimas, atiraram na cabeça do prefeito e no tórax de Pedro Pote, que também recebeu golpes de faca na cabeça após tentativa de fuga. Ao notar a chegada de um terceiro veículo trafegando na BR, os acusados fugiram.

Durante o processo, os réus negaram a autoria dos crimes e acusaram o secretário de esportes de ter tramado a morte do prefeito.

A demora na designação da data do julgamento se deu em razão de um recurso impetrado pela defesa dos acusados, que foi negado por unanimidade pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão.