CPI dos 73 Milhões: Por que levar a desembargadora Anildes Cruz ao CNJ?

Por Roberto Lobato:

A luta política radicalizada leva à situações que chegam ao rídiculo.

Agora mesmo anuncia-se pelos 4 cantos da imprensa maranhense que dirigentes partidários, integrantes da CPI que apura a aplicação (ou não) dos R$ 73 milhões de um convênio entre o Governo do Estado e a Prefeitura de São Luis, na gestão Jackson Lago, ameaçam ajuizar uma representação no CNJ contra a desembargadora Anildes Cruz (foto). Alegam que a decisão da magistrada, que detonou com a CPI [leia aqui], favoreceu diretamente o prefeito João Castelo (PSDB).

Ora, se decisão contrariasse Castelo favoreceria então "diretamente" à CPI? E nesse caso, a Prefeitura de São Luis deveria representar a desembargadora no CNJ?

Sei que o Tribunal de Justiça do Maranhão está há ano-luz de distância do local mais próximo onde se pode encontrar algum santo ou santa, mas essa história de representação no CNJ contra Anildes Cruz é tão esdrúxula quanto à própria iniciativa da Procuradoria do Município em pedir o fim da Comissão Parlamentar de Inquérito pela via judicial.

Outro argumento dos defensores da CPI para representar contra a desembargadora Anildes Cruz no CNJ é o fato dela ser amiga de Etelvina Ribeiro Gonçalves, desembargadora já aposentada e prima de João Castelo - daí a suspeição sobre a presidente do TRE/MA.

Meus queridos leitores: já pensou se fôssemos considerar todos os casos e laços de parentescos, amizades, colegagens, concubinagens, propinagens, cornagens, entre outras "agens" que permearam as muitas decisões já tomadas no âmbito do Judiciário maranhense?

Talvez não sobrasse magistrado sobre magistrado…