Nos últimos meses de 2017, vários servidores da Prefeitura de Chapadinha que haviam realizado empréstimos consignados junto ao Banco do Brasil tiveram uma surpresa: os valores referentes às parcelas foram descontados duas vezes, uma no contracheque, outra na conta corrente.

A confusão foi geral. Atendendo ao apelo de alguns servidores o vereador Alberto Carlos solicitou ao banco esclarecimentos sobre as cobranças "repetidas", e a resposta acabou confirmando o que muitos já desconfiavam: a prefeitura havia descontado os valores na folha de pagamento, mas não repassou o montante ao banco. Em outras palavras, o governo simplesmente "capou" boa parte do dinheiro. Vejam a resposta do BB, datada de 11 de janeiro (toque para ampliar):


Em razão das apropriações indevidas e por força do contrato, o Banco do Brasil cancelou o referido convênio deixando os servidores municipais ativos, aposentados e pensionistas impossibilitados de realizar empréstimos consignados, cujos juros são mais baixos dada a garantia do desconto direto em folha. Todavia, tal garantia só subsiste em gestões minimamente responsáveis, que demonstrem um mínimo de respeito aos servidores, perfis que não se aplicam ao governo Magno Bacelar.

De posse das provas, o vereador Alberto se dirigiu ao Ministério Público Estadual (MPE) e protocolou mais uma denúncia contra o atual gestor por ato de improbidade administrativa que também configura crime de peculato (usar do cargo para desviar/se apropriar de coisa alheia), sujeito à pena de até 12 anos de cadeia.


O vereador fez a parte dele. Resta ao MPE e ao judiciário também fazerem a sua.

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