Garoto de 13 anos é encontrado na cela de um detento preso por estupro

Um garoto de 13 anos foi encontrado dentro da cela de um detento condenado por estupro de vulnerável (ato praticado contra menor de 14 anos) na Colônia Agrícola Major César de Oliveira, no município de Altos, região metropolitana de Teresina. A descoberta ocorreu no início da noite de sábado (30), quando agentes penitenciários notaram que, ao término do período de visitas, um visitante não havia saído do presídio. Eles entraram em todas as celas para saber qual visitante ainda se encontrava no local e encontraram o menino sem camisa, escondido embaixo da cama de José Ribamar Pereira Lima, 65 anos (de camisa verde, na imagem acima), condenado por dois estupros de vulnerável ocorridos em 2008 e 2009, no município de Aroazes/PI.

O garoto teria sido levado ao presídio pelos pais, que não tiveram os nomes informados. O pai admitiu à polícia que deixou que o menino dormisse com José Ribamar porque voltaria no domingo para nova visita. Ao retornarem no dia seguinte, o casal recebeu ordem de prisão e foi levado para a Central de Flagrantes de Teresina, onde eles prestaram depoimento e foram liberados. O adolescente continua com os pais.

Segundo o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Piauí, José Roberto Pereira, o menino não tem parentesco com o preso e não deveria ter tido acesso às celas. A criança entrou no presídio sem autorização judicial, o que é muito grave. "Não houve conjunção carnal porque os agentes penitenciários chegaram a tempo e evitaram o pior", complementou o vice-presidente do sindicato, Kleiton Holanda.

O pai do garoto negou ter recebido vantagem financeira para deixar o filho com o preso. Ele disse que o detento é seu "compadre" e que não viu nenhum perigo em deixá-lo lá. Segundo a polícia, o pai do garoto chegou a relatar que o preso ajuda a família e às vezes dá presentes para os filhos. Em conversa com a imprensa, porém, ele confirmou apenas receber ajuda na alimentação. A mãe negou ter consentido que o filho dormisse na cadeia. A Secretaria de Justiça do Piauí abriu sindicância para investigar o caso, que deverá ser concluída em 30 dias.

OBS: O pai do menino já cumpriu pena na mesma instituição e chegou a dividir cela com o detento que hoje é seu compadre. O crime pelo qual ele cumpriu pena foi o mesmo, estupro de vulnerável.

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