Vídeo mostra prefeito de chapadinha tratando professores como idiotas

O episódio ocorreu no último dia 14, durante evento que marcava o retorno às aulas na Faculdade do Baixo Parnaíba (FAP), em Chapadinha. Na ocasião, o chefe do executivo, Magno Bacelar, usou da palavra e surpreendeu a todos ao anunciar reduções em salários e outros direitos dos professores. O motivo, segundo o próprio, seria uma suposta "queda geral na receita" do município, causada pela crise econômica nacional.

O blog já havia alertado para esse plano de Bacelar, de meter a mão no dinheiro dos servidores, que vem se desenhando desde o início do ano (veja aqui). Após o alerta houve cortes em gratificações e adicionais, depois atraso e posterior calote no pagamento de servidores contratados, principalmente os da zona rural. Agora, ao que tudo indica, os professores serão os próximos.

O discurso continua o mesmo, apenas o suposto culpado pela "crise nas contas" mudou: antes era a ex-prefeita Belezinha, hoje é o presidente Michel Temer. Tudo balela, tanto que municípios vizinhos e menores que o nosso não estão passando por esse caos administrativo que Chapadinha atravessa. O blog vai desmascarar as lorotas de Bacelar nos próximos textos, porém, neste, vamos nos ater ao modo como ele costuma tratar o povo, no caso, os profissionais da educação.

Tudo pode ser conferido no vídeo, abaixo. O gestor anuncia "Se preparem, professores, porque nós vamos inclusive mexer em muita coisa. Porque caiu a receita, geral." E em seguida menciona um corte nos recursos repassados ao Ministério da Defesa, como se Chapadinha tivesse alguma coisa a ver com isso. Vendo que não ia "colar", Bacelar cita uma verba que o município realmente recebe, relativa ao ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). "Nós dependemos dos recursos do ICMS. Essa crise de Brasília, caiu os recursos", disse ele, menosprezando a inteligência dos professores, vez que todos sabem se tratar de um imposto estadual, que nada tem a ver com Brasília e que, inclusive, vem batendo recordes de arrecadação no Maranhão, graças à política fiscal violenta do governo Flávio Dino (outro que não tem pena do bolso do povo). Em resumo, Bacelar tentou justificar o injustificável e tudo o que conseguiu foi, mais uma vez, tratar as pessoas como idiotas, não respeitando nem mesmo educadores em ambiente acadêmico, como se ninguém além dele tivesse a mínima noção do que acontece ao seu redor, em termos de política e gestão municipal.


É lamentável, mas enquanto o povo se deixar tratar dessa forma e não der um basta nesse desgoverno, o caos administrativo em Chapadinha só tende a piorar. E para quem achava que não podia ficar pior, no dia 18, quatro dias após o episódio na FAP, Bacelar deu prosseguimento ao plano e baixou um decreto de "contingenciamento de despesas" suspendendo direitos de todos os servidores, dentre os quais a reestruturação ou revisão de planos de cargos, carreiras e vencimentos; as licenças para a realização de cursos de aperfeiçoamento e outras; e o pagamento de horas extras (salvo nas áreas da saúde e segurança pública). E vem mais arrocho por aí. Aguardem as próximas facadas.

logoblog
Comentários
0 Comentários