Marcada para esta sexta-feira (11) mais uma patetice da Câmara Municipal de Chapadinha: por iniciativa do vereador Marcelo Menezes, e anuência de seus "iguais", receberá o título de cidadão chapadinhense o deputado/ministro Sarney Filho, um dos 263 patifes que ajudaram a barrar a investigação contra o presidente Michel Temer, mantendo-o no cargo.

Claro que nem todos que votaram a favor da investigação fizeram tal escolha pensando no povo. Waldir Maranhão, por exemplo, investigado pela Lava Jato e mestre em envergonhar nosso Estado com suas atitudes subservientes, votou contra Temer a mando do governador Flávio Dino, outro meliante que também é alvo da Lava Jato. Todavia, independentemente dos (reais) motivos de cada um, nada justificava barrar uma investigação contra um criminoso costumaz, pego em flagrante delito. Nada.

Na semana passada, por pura politicagem, alguns vereadores se recusaram a conceder títulos de cidadão chapadinhense a dois de seus colegas que há anos residem e têm serviços prestados na cidade. A desculpa foi que um deles, Alberto Carlos, era "muito jovem". Então o que os leva a propor tal honraria a Sarney Filho, Flávio Dino (já recebido) ou Luís Inácio Lula da Silva (em andamento, leia aqui), indivíduos que só lembram de Chapadinha quando as eleições se aproximam ou sequer sabem que ela existe, caso do Lula? A resposta é a mesma: politicagem.

Atualmente, salvo raras exceções como a escolha de Isaías Fortes para receber o título, vez que o ex-prefeito já é visto como conterrâneo pela maioria da população, a honraria vem sendo banalizada e concedida a "cachorros grandes" com o único intuito de promover politicamente o autor da proposta, o beneficiado e também aqueles que tiverem a sorte de sair na foto oficial. Até mesmo no caso de Isaías, em que tal concessão é justa, se aproveitarão da solenidade para fazer politicagem. Podem escrever.

Felizmente, nem tudo são trevas nesse episódio. Num lampejo de lucidez, a maioria dos vereadores concordou em não transmitir a referida sessão pela Rádio Câmara, isto porque a casa só tem autorização para transmitir as sessões ordinárias, não as solenes como a realizada nesta sexta-feira. Menos mal, porque transmitir essa patetice poderia até configurar crime eleitoral, haja vista que a presença de Sarney Filho em Chapadinha nada mais é que parte de sua extensa agenda pré-eleitoral rumo ao Senado. #HajaPoliticagem

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