Pizza de peixe: Representação contra Levi Pontes no caso do Peixe Eleitoreiro é arquivada.

Vergonha geral no Maranhão: a Comissão de Ética da Assembleia Legislativa (AL) arquivou a representação protocolada pela deputada Andrea Murad (PMDB) contra Levi Pontes (PCdoB) em razão do escândalo do "Peixe Eleitoreiro", que é como ficou conhecido em todo o Estado o esquema de favorecimento político envolvendo o parlamentar e o atual prefeito de Chapadinha, Magno Bacelar.

Em áudio divulgado pelo próprio deputado, ele relata que Bacelar havia distribuído entre seus aliados quotas de pescado adquirido com recursos públicos de Chapadinha, para que eles "redistribuíssem" em suas respectivas bases eleitorais, durante a Semana Santa.

Não satisfeito em se apropriar de recursos públicos com fins eleitoreiros, Levi disse ainda que pretendia receber sua quota antes do caminhão de peixes chegar em Chapadinha, para levá-la aos municípios de Santa Quitéria e São Benedito do Rio Preto.

Embora tenha questionado a "legalidade da divulgação do áudio" (postado por ele mesmo em um grupo de WhatsApp) e mentido na tribuna sobre a origem dos recursos (depois voltou atrás, após ser desmentido pelo próprio Bacelar), em momento algum Levi Pontes negou ser o autor das declarações. Ainda assim, o parecer da Comissão de Ética, publicado na edição desta quinta-feira (08) no Diário Oficial da AL, foi pelo arquivamento da representação em razão da "inexistência de provas robustas nos autos".

Autora do pedido, a dep. Andrea Murad lamentou a decisão: "Impressionante esta Comissão de Ética da Assembleia. Mais impressionante ainda sua submissão a este governador."

Segundo ela, a comissão decidiu com base em outros interesses, não nos fatos: "Mesmo com a incontestável prova dada pelo próprio deputado Levi Pontes ao combinar com um "parceiro" o roubo de peixes, tirando dos mais carentes para dar aos seus eleitores em troca de voto, (...) a Comissão de Ética da Assembleia se curva aos mandos do governador e tem a audácia de relatar que não existem provas robustas contra o deputado. Vale ressaltar que o relator do parecer é o líder do governo na Assembleia (Rogério Cafeteira), a presidente da Comissão de Ética é do PCdoB (Francisca Primo) e os demais membros que acham que não existem provas robustas são os deputados Glaubert Cutrim, Leo Cunha, Hemetério Weba e Graça Paz."

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