Se mentira já tinha perna curta, hoje em dia, em plena era da informação, essa perna encurtou ainda mais.

Basta ver o que ocorreu na última terça-feira, 17, durante a audiência pública realizada na Câmara Municipal de Chapadinha, como parte da campanha Maranhão Contra as Drogas, encabeçada pela dep. federal Eliziane Gama.

Ao usar da palavra, o prefeito Magno Bacelar aproveitou a ocasião não só para se promover (como todo "bom" político), mas também para reiterar a lenga-lenga que seus assessores e blogueiros vêm espalhando desde que ele tomou posse: que o governo anterior teria deixado o município quebrado e, por esta razão, os serviços públicos estariam comprometidos. E prova disso - fez questão de frisar - teria sido o desconto de R$ 670 mil no repasse do FPM, referente a débitos previdenciários, que teria zerado as contas do município.

Confiram alguns prints da lorota sendo divulgada na página oficial da prefeitura (no Facebook) e em alguns blogs de aluguel:





Depois de "aplicar o caô", diante dos olhares e ouvidos atentos de autoridades políticas, militares, judiciárias e ministeriais, Bacelar se deu conta de que não poderia sustentar tal mentira sem correr o risco de ofender a inteligência dos presentes ou ser desmentido depois, dada a repercussão do evento, eis que se viu obrigado a acrescentar que as contas foram zeradas por erro da Receita Federal (não do governo anterior), uma vez que o órgão deveria ter descontado apenas R$ 67 mil (valor que o Município costumava pagar, periodicamente) e não R$ 670 mil, como foi feito. Confira o áudio (no celular, para ouvir sem baixar o app, escolha "Ouvir no navegador"):



Foi vergonhoso. Se tivesse ficado apenas na autopromoção não precisaria ter confessado a verdade, desmoralizando a si mesmo, seus assessores e seus blogueiros de aluguel.

A população deve abrir o olho, pois tudo indica que essas mentiras vêm sendo plantadas para justificar não só a queda na qualidade nos serviços públicos, mas também possíveis cortes na remuneração dos servidores, conforme o próprio Bacelar já insinuou em diversas ocasiões (veja aqui), inclusive na referida audiência pública (áudio acima). Traduzindo: com o intento de meter a mão no dinheiro do povo, Bacelar e sua trupe estão aplicando o velho golpe do "se colar, colou".

Resta ao povo decidir se vai lutar por seus direitos, principalmente os já adquiridos, ou vai continuar se deixando levar, conscientemente, pelo conto do vigário.

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