Eduardo Sá, apontado como um dos "cabeças" do esquema

A eleição para a mesa diretora da Câmara Municipal de Chapadinha, que acontece hoje, será marcada por um fato inédito: pela primeira vez na história do legislativo municipal uma das chapas concorrentes apresenta um candidato apontado pela Polícia Federal (PF) como um dos cabeças de uma organização criminosa que atuava no Ibama e na Sema, fraudando licenças ambientais e vendendo créditos fictícios de madeira, além de outros crimes.

Trata-se do vereador Eduardo Sá, que acabou de sair da cadeia em São Luís, onde cumpria prisão temporária decretada pela Justiça, e deverá comparecer hoje à câmara para votar e acompanhar a eleição, até mesmo porque ele é membro da chapa oposicionista denominada "Parlamento Independente".


Parlamento Independente?

O fato merece destaque porque Sá não é um membro qualquer da chapa "Parlamento Independente". Na verdade, ele é o maior articulador político do grupo oposicionista formado por Irmão Carlos, Nonato Baleco, Eduardo Braga, Missicley e Marcelo Meneses. Nenhuma ação ou decisão é tomada sem o conhecimento e a aprovação do vereador. As reuniões eram feitas na sua casa, geralmente regadas a muita pizza (enquanto isso, a Polícia Federal trabalhava para que a farra que acontecia na SEMA não terminasse em pizza).

Oposição reunida na casa de Eduardo Sá (clique para ampliar)

Estranho nisso tudo é o silêncio cúmplice e constrangedor de seus aliados e companheiros de chapa diante do fato, como se isso não tivesse importância nem relação contraditória com a tal moralidade que eles tanto pregam.

Além de Eduardo Sá, a chapa "silenciosa" conta ainda com Nonato Baleco, com problemas na prestação de contas no TCE, e Eduardo Braga, tendo que se explicar na promotoria por ter recebido gratificações ilegais no período em que foi secretário de Danúbia. Fica difícil saber, caso essa mesa seja eleita, onde aconteceriam as sessões: se na sala do promotor, no TCE ou nas dependências da PF.

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