17/12/2014

Da série "Coisas que só acontecem em Chapadinha": SINDCHAP ou SINDCRIME?

Chapadinha-MA: SINDCHAP ou SINDCRIME?

Na tumultuada última sessão da Câmara de Chapadinha, que elegeu a mesa diretora para o próximo biênio, houve de tudo: uma orquestração da atual direção para suspender a sessão e ganhar tempo atrás dos votos para reverter a iminente derrota; a falta de decoro do vereador Marcelo Meneses para com Samuel Nistron, ao tomar o microfone das mãos do colega; a rejeição a mais um projeto politiqueiro e inconstitucional do vereador Eduardo Braga (aquele que recebia gratificações ilegais no governo Danúbia, juntamente com a esposa) e os aplausos de pessoas ligadas ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SINDCHAP) ao vereador Eduardo Sá, recém saído da prisão, acusado pela Polícia Federal de chefiar a organização criminosa desbaratada na Operação Ferro e Fogo.

Deixando a política de lado, os aplausos dos sindicalistas a Eduardo Sá, que responde por vários crimes como formação de quadrilha, peculato, corrupção ativa e passiva, dentre outros, comprovaram a degeneração moral de algumas pessoas que deveriam primar pela lisura na coisa pública - e não patrocinar o oposto, como fizeram -, uma vez que, pelo menos em teoria, estavam representando toda uma classe de funcionários públicos.

Tal ovação a quem, segundo a PF, praticou tantos delitos e ainda tentou incriminar o próprio pai, soou como apologia ao crime. As pessoas que aplaudiram Sá deram seu aval à corrupção, à desonestidade e ao desrespeito à família. Teve até pastor que quase entrou em "transe" e falou "línguas estranhas", de tão emocionado...

É esse o exemplo a ser dado às novas gerações? Nem em seus devaneios mais loucos Rui Barbosa poderia prever tamanha ignomínia quando escreveu sua frase mais célebre: "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantar-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e ter vergonha de ser honesto."

Aqueles aplausos caíram como bofetadas em cada pessoa de bem e honesta da cidade, que procura pautar sua vida pelo caminho da retidão. Sedimentaram o mau exemplo e derrubaram a máxima de que o crime não compensa.

É melhor imaginar que aquelas pessoas não representavam os servidores municipais, nem mesmo o sindicato, pois seria como comparar uma macieira com a maçã podre aos seus pés.

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