Desesperado diante da iminente perda do mandato - cujo processo já se encontra nas mãos do juiz, Dr. Cristiano Simas, para decisão - o (ainda) vereador Eduardo Sá usou da tribuna na última sexta-feira (27/06) para atacar a vereadora Lívia Saraiva, como se ela fosse responsável pela corda que ele mesmo pôs no pescoço ao assumir, ilegalmente, outro cargo no Governo do Estado (veja aqui). Por sua vez, após reunir algumas provas, Lívia respondeu aos ataques do vereador na sessão desta segunda-feira (30/06).

Ela iniciou lamentando a ausência de Sá, chamando-o de "covarde" por ter faltado à sessão para não ouvir sua réplica. Em seguida, explicou que não existia pedido de "cassação" contra o vereador, cuja competência seria do plenário da câmara, mas sim de "extinção" do mandato, de responsabilidade exclusiva do presidente, Nonato Baleco, que se omitiu por ser aliado de Sá e, por esta razão, o caso já estava na Justiça.

Lívia reiterou que nunca utilizou atestado falso: "Essa leviandade os vereadores Eduardo Sá e Eduardo Braga terão que provar na Justiça, não em conversinhas de comadre como fazem de costume". Sobre abdicar do seu salário, a vereadora disse que não deixaria seus vencimentos à disposição de uma mesa diretora que aplica as verbas da câmara em "obras misteriosas", mas desafiou os adversários: "Doem seus salários a uma instituição de caridade idônea [...] que farei o mesmo!"

Ela rebateu os ataques de Sá contra sua família e denunciou que o vereador movimenta contas bancárias de terceiros, num provável esquema de lavagem de dinheiro, mas não parou por aí:

Lívia revelou que Eduardo Sá é proprietário de um posto de combustível fantasma, que deveria funcionar em Chapadinha. Como prova, apresentou um certificado expedido pela ANP (Agência Nacional do Petróleo) em nome do dito posto. Ocorre que, segundo a própria ANP, apenas estabelecimentos "reais", vistoriados por corpo de bombeiros e com alvará de funcionamento em dia, podem receber tal certificado. Como Eduardo Sá conseguiu obtê-lo se seu posto nunca existiu? Segundo Lívia Saraiva, ele deverá responder a essa e outras questões muito em breve, perante as autoridades competentes.

Certificado de Posto Revendedor
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Terreno onde deveria existir o posto (clique para ampliar)

Por fim, a vereadora revelou que Sá já foi sentenciado a cinco meses de prisão por agredir uma ex-companheira. A decisão foi proferida em 22/03/2013 pelo juiz Nelson Melo, Titular da Vara Especial de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, conforme publicação no Diário da Justiça (veja abaixo). O regime de prisão foi o "aberto", que deve (ou deveria) ser cumprido em albergue ou estabelecimento similar.

Sentença publicada no Diário da Justiça
(clique para ampliar)

Lívia lamentou que o sistema jurídico seja tão brando, pois, segundo ela, homens que agridem mulheres deveriam ser jogados na cadeia e a chave atirada fora. Finalizando, disse que é por essas e outras que Eduardo Sá deveria "dobrar a língua antes de falar de qualquer pessoa, de qualquer família da nossa cidade".

Ouça, abaixo, os principais momentos da réplica da vereadora:



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