Câmara de Chapadinha: Magno morreu?

Quem não acreditou quando previ que a câmara de Chapadinha viraria palco de espetáculos está perdendo um ótimo programa com a família. A criançada, principalmente, iria adorar: toda sessão tem um "momento comédia"!

Na última, por exemplo, os vereadores "Eduardos", que apoiaram Magno Bacelar para prefeito, teriam atestado a morte (em vida) do líder, e dito até mesmo que o deputado não-eleito merecia prisão, vejam só!

Ora, mas o que teria ocorrido para que Sá e Braga descatitassem aquele que, até bem pouco tempo, proclamavam ser a melhor opção para Chapadinha? O homem não era "o bom demais", gente?

Com certeza não deve ter sido o 5º processo por improbidade administrativa, recém ajuizado pelo Ministério Público Federal contra Bacelar; até porque, antes do início das campanhas, ele já respondia aos outros quatro - e os "Eduardos" sabiam disso! Tampouco foi o levantamento e divulgação, por parte do novo governo, dos rombos nas gestões anteriores, vez que a situação caótica por qual nossa cidade passava já denotava tais desvios. Magno, inclusive, já havia chamado nosso povo de abestado, já era conhecido nacionalmente como "anta amestrada de Sarney" e, por conta disso, já havia virado chacota até na MTV!

E mesmo assim, Braga traiu o próprio partido apenas para apoiá-lo. E ainda assim, Sá chegou a criar um bloco carnavalesco só para promovê-lo. Porque então - só agora - essa história de que Bacelar é ladrão e morreu?

A resposta é óbvia: Magno perdeu a eleição. Mais de 21 mil chapadinhenses disseram "não" às suas lorotas, e esse número vem aumentando a cada dia. Diante desse fato, a oposição tenta, pelo menos por enquanto, afastar-se da imagem (e da ficha) suja do líder e, para tanto, aposta na famigerada "memória curta" do povo.

Mas ao contrário do que Bacelar e seus parceiros pensam, nosso povo não é abestado e sabe que, se dependesse do empenho dos "Eduardos" na última campanha, Magno é quem seria o prefeito, e não Belezinha. E os "rombos" não apenas nunca teriam sido descobertos, como se perpetuariam! E, em consequência, todas as mazelas também, como, por exemplo, pacientes graves sendo transportados no celta da Vigilância Sanitária, quando não em veículos alugados de funerárias, para "tentar a sorte" a caminho dos socorrões. Nosso povo lembra muito bem...

Vale ressaltar que a estratégia chegou ao parlamento, mas já vinha sendo desenhada há algum tempo, inclusive num certo programa dominical da Rádio Mentirante, criado especialmente para esses fins... Resta saber até quando a oposição vai continuar fingindo que não apoiou Bacelar, ou seja, que não apoiou a continuidade do caos e da corrupção em Chapadinha.

Alguém aí arrisca um palpite?


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