Chapadinha-MA: Eleições para presidência da Câmara

O retorno ao trabalho e as férias de alguns colegas me impediram, em um primeiro momento, de tecer maiores comentários sobre as eleições para a presidência da Câmara. De lá para cá muito já se falou sobre o caso, opiniões formadas e/ou reformuladas já foram reverberadas e o fato, em si, já é praticamente passado... Contudo, por ter acompanhado todo o processo que levou ao tal desfecho e, principalmente, por conhecer os envolvidos, não poderia deixar de me manifestar sobre o caso.

A imagem acima, extraída do blog Chapadinha Anúncios, mostra mais que duas figuras públicas locais: ela mostra dois amigos - de muitos anos! - que, infelizmente, acabaram por trocar farpas recentemente, como se desconhecidos fossem. Os próprios, juntamente com seus respectivos progenitores, foram os verdadeiros protagonistas do episódio ocorrido na Câmara. Sim, porque é sabido por todos que conhecem os bastidores da política local que a candidata à presidência da casa, Lívia Saraiva, nunca teve a pretensão de ser presidente "a qualquer custo" e tinha o aval do esposo com relação a isso. E sim, porque a prefeita eleita honrou com o compromisso assumido com Isaías, empossando parentes e seguidores deste em alguns cargos prometidos... Em suma, chamou-me a atenção os seguidores de Isaías vibrando, dizendo que "Marcelo havia feito o certo" enquanto suas faces consternadas diziam o contrário. E como não poderia deixar de ser, os seguidores de Bacelar sorrindo com as paredes, mas só até Marcelo "descatitar" os próprios companheiros de chapa e reafirmar seu compromisso, ou melhor, sua rivalidade com o deputado não eleito.

Uma coisa é certa: a princípio nosso povo não perde nada com o resultado proclamado, assim como também não perderia se a chapa encabeçada por Lívia tivesse vencido, no entanto uma pergunta se faz obrigatória após todo o ocorrido: "Será que alguns não saíram perdendo com aquilo tudo?" Em seu íntimo, caro leitor/eleitor, você sabe bem a resposta...

Finalizo com duas breves citações que, no meu singelo ponto de vista, caem como luvas para o episódio:

"O orgulho vos induz a julgardes mais do que sois, a não aceitar uma comparação que vos possa re­baixar, e a vos considerardes, ao contrário, tão acima dos vossos irmãos, (...) que o menor paralelo vos irrita e aborrece. E o que acontece, então? Entregai-vos à cólera."

(Allan Kardec)

"Existe, sim, uma medida para sabermos quando o sentimento do orgulho é pernicioso em nossas vidas. (...) Ele é pernicioso quando esta importância que damos a nós mesmos sobrepõe-se nas relações, não nos permitindo perceber o próximo e fazer as escolhas necessárias sempre priorizando o que é justo em detrimento de nosso interesse pessoal."

(Regina De Agostini)

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