Chapadinha-MA: Hospital Antonio Pontes de Aguiar (HAPA)

Ontem (07) a Secretaria Municipal de Saúde (SEMUS) divulgou nota sobre o falecimento de um recém-nascido ocorrido no Hospital Antonio Pontes de Aguiar (HAPA), transcrita a seguir:

Diferentemente, do que foi veiculado em alguns blogs locais da cidade a respeito da morte de uma criança recén-nascida no HAPA, a secretaria municipal de saúde de Chapadinha esclarece que não há mistério neste caso. Dos fatos: C.R.V., 24 anos, é da cidade de Afonso Cunha e deu entrada no hospital às 20:05 do último sábado (05) com dores de parto. Ela teve todo o acompanhamento necessário de médico pediatra e enfermeiras. O bebê do sexo masculino nasceu com 48 centímetros, 3 quilos e 172 gramas. Ele apresentou problemas respiratórios, cordão umbilical envolto no pescoço e ainda engoliu líquido amniótico. Durante a noite a criança teve várias crises de apneia. Logo após o nascimento da criança, uma equipe de profissionais providenciou a remoção dela para São Luís. Já nos preparativos para a transferência, a criança teve uma parada respiratória. O médico pediatra de plantão tentou reanimá-la, mas ela não resistiu. O óbito foi registrado às 11:50 h desta segunda-feira (07). De acordo com o médico cirurgião e obstetra, Roberto Roque de Miranda, todo o procedimento realizado foi despendido para salvar a vida da criança. Mas as UTI's neonatais não são de competência do município, apenas São Luís tem condições para receber pacientes com esse quadro clínico. Ainda segundo o médico, todos esses problemas poderiam ter sido evitados se a paciente tivesse recebido um acompanhamento adequado durante a gestação. Serviço que deve ser feito nos postos de saúde. Ele conta que já trabalhou em Chapadinha por quase três anos (2003 a 2005), mas teve que deixar o quadro por falta de condições de trabalho. De volta à cidade, ele acredita que, a partir de agora, terá recursos para trabalhar de maneira plena. A mãe já teve alta e acompanhamento de uma assistente social que deu todo o apoio nesse momento difícil.


Agora que Chapadinha está sob nova administração e as primeiras declarações oficiais foram divulgadas, não poderíamos deixar de iniciar o debate com os novos gestores:

Na nota acima, a SEMUS diz que "apenas São Luís tem condições para receber pacientes com esse quadro clínico". Em outra nota, a secretaria relata que "o atendimento na unidade [HAPA] está sendo realizado nas áreas de pequena e média complexidade". Como é de conhecimento público que Chapadinha recebe o chamado "Teto MAC", destinado a atendimentos de média e alta complexidade, conclamamos algum representante do setor a esclarecer oficialmente "quais" atendimentos devem (ou deveriam) ser obrigatoriamente prestados pelos hospitais locais, de modo que o povo possa ter ciência dos serviços a que têm direito.

Aguardamos resposta, de preferência devidamente fundamentadas.


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