04/12/2012

HCC e HAPA - O Reflexo do Governo "Bom Demais" (por Ernani Maia)

Que Chapadinha nunca teve uma saúde minimamente competente e que oferecesse conforto e segurança para seus usuários, todos nós já sabíamos, mas nos últimos meses do desastroso governo que agora dá os últimos suspiros, a situação chega a limites escandalosos - governo este, que teve a audácia de intitular-se "bom demais".

Hospital das Clínicas de Chapadinha (HCC)


No HCC, hospital materno-infantil de Chapadinha, a instabilidade é geral. Além da falta de materiais básicos, como gaze, esparadrapo e até bisturi, o mais novo escândalo é a falta de uma medicação chamada Ocitocina, que serve para prevenir a hemorragia pós-parto.

As grávidas que se dirigem àquele hospital pensando em um dia especial onde conhecerão seu filho, poderão vivenciar um dia de cão. As cesarianas não podem ser realizadas sem tal medicação e os partos normais correm por conta e risco de quem estiver operando, pois em um caso de necessidade da medicação, a paciente poderá sangrar até a morte.

As pacientes estão sendo transferidas para São Luís ou para cidades vizinhas, como Anapurus e Mata Roma. Para as grávidas mais abastadas, resta o recurso das clínicas particulares, mas terão que desembolsar, em média, R$ 3.000,00.

Ou seja: Há muito tempo estamos sendo socorridos por cidades menores enquanto Chapadinha recebe recursos para atender toda a região...

Hospital Antonio Pontes de Aguiar (HAPA)

No sábado, dia 01/Dezembro, uma funcionária do próprio hospital – Catarina Sousa – deu entrada na emergência do HAPA com lesões na perna, pulso e trauma de face. A sala de emergência estava completamente alagada após a chuva que caiu na cidade. A situação era caótica e sem a menor possibilidade de prestar um bom atendimento. A única alternativa foi a transferência da paciente para São Luís.

Conversando com um médico que presenciou o atendimento, este me relatou que o hospital "está uma verdadeira esculhambação". Falta estrutura física, medicamento, instrumentais e organização. A sala de emergência é um verdadeiro entra e sai de pessoas estranhas, e não se sabe quem comanda as ações de saúde no local.

Pode parecer estranho para os administradores desta saúde, mas a chuva deve ficar do lado de fora dos hospitais, e não interior deles, especialmente em uma sala de emergência, onde o ambiente deve ser mais controlado.

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Os desafios a serem enfrentados pela nova prefeita e o novo secretário de saúde serão enormes, pois há uma falta de investimentos que tornou-se crônica durante a atual administração. Além das péssimas condições de estrutura física, faltam medicamentos, instrumentais e pessoal treinado e capacitado para prestar um bom serviço no local.

Chapadinha sangra, enquanto espera a nova administração. Boa sorte a todos, em especial às grávidas de nossa cidade.


Dr. Ernani Maia
(Cirurgião-Dentista)


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