9 de out de 2012

O povo pediu e ele tomou: Magno Bacelar leva a maior surra de votos da região e vai chorar na AL

A cara de madeira do deputado (não eleito) Magno Bacelar já não é nenhuma novidade em Chapadinha, onde ele levou a maior surra de votos da história política da cidade (5.361), no último domingo, bem como não é novidade no Estado inteiro, inclusive entre seus colegas na Assembleia Legislativa (AL).

Depois da sova, o suplente foi chorar perante os colegas, tentando, em vão, explicar o motivo de estar caminhando "com os peitos para frente" (devido às costas arqueadas) desde a noite de domingo.

Segundo o site da Assembleia (aqui), Bacelar "questionou resultados de pesquisas eleitorais em Chapadinha", dizendo que algumas "o apontavam com uma margem favorável de 20 por cento em relação à candidata que venceu a disputa", depois emendou que "ela sempre esteve na frente" e que uma suposta pesquisa recebida (por ele) no sábado à noite o colocava na dianteira por 4 pontos (52 x 48). Assim, ele a teria ultrapassado na reta final, mas e quanto aos 20% de vantagem que ele diz que teve, em que momento teria sido mesmo?

Bacelar também disse que Belezinha "fez campanha durante quatro anos" e, em seguida, disse que "de uma hora pra outra" ela apareceu com um diferencial enorme! Falou de "pessoas presas com maletas de dinheiro" e de "corrupção generalizada" sem (lógico!) citar que foram seus correligionários que foram pegos em flagrante, enfim, falou de tudo, menos do principal: que pela 3ª vez seguida, Chapadinha lhe disse "NÃO".

O dolorido deputado talvez tenha esquecido o resultado do pleito de 2008, quando os eleitores chapadinhenses escolheram seu adversário, Isaías Fortes, para prefeito, em detrimento de sua "companheira" Danúbia Carneiro, que só assumiu a prefeitura em razão do adversário ter sido condenado por irregularidades em gestão anterior. Na ocasião, Bacelar chamou a maioria dos eleitores chapadinhenses (que haviam votado contra ele) de "abestados", em uma rádio local (ouça aqui).

O arqueado suplente também deve ter esquecido do resultado de 2010, quando disputou o cargo de deputado estadual por Chapadinha com a filha de Isaías Fortes e perdeu novamente, tendo assumido uma cadeira na AL em razão de conchavos políticos do Governo do Estado.

Nestas eleições, diante de uma adversária nova no cenário político - é a primeira vez que Belezinha disputa um cargo público - Bacelar, como não poderia deixar de ser, tomou a maior surra de votos da sua vida. Afinal, que povo não trocaria a certeza da continuidade de uma gestão calamitosa pela esperança de dias melhores?

De nada adiantou trazer gente de fora para suas carreatas (leia aqui). De nada adiantou ajuizar processos de cassação contra Belezinha quase que diariamente, com o intento de divulgar factoides em blogs de aluguel (aqui). De nada adiantaram os contratos eleitoreiros distribuídos desesperadamente na cidade - o fato se tornou motivo de piada entre os antigos funcionários, principalmente em razão da "falta do que fazer" dos novos (e provisórios) colegas. Imaginem, por exemplo, escolas com sete novos secretários em cada turno!? Pois aconteceu!

E não fossem as manobras eleitoreiras acima, a taca teria sido muito, mas muito maior...

Em sua lamúria na AL, o deputado esqueceu de dizer que, nas duas pesquisas divulgadas em Chapadinha, sua adversária estava com uma diferença de votos superior ao resultado de domingo, e que a diminuição dessa diferença na reta final da campanha (devido às manobras eleitoreiras) é perfeitamente normal.

Mas a maior mentira da campanha de Bacelar talvez tenha sido o slogan "O povo pediu, e ele voltou", pois Chapadinha inteira sabia do verdadeiro motivo de ele ter se lançado candidato: a enorme rejeição alcançada por sua discípula como pseudogestora (na verdade, ele sempre teve a última palavra no governo, como ficou comprovado durante as campanhas, quando ele proibiu a participação da prefeita nos eventos).

Com a terceira derrota seguida em Chapadinha, e a de seus parentes por todo o Estado, a vida política do dolorido deputado tem data marcada para acabar: daqui a aproximadamente dois anos, quando seu mandato como deputado suplente tiver fim, isso se o Governo do Estado ou o verdadeiro dono da cadeira usada por ele na AL não a solicitarem de volta antes disso.

O fato é que, até o presente momento, o povo de Chapadinha comemora pelas ruas da cidade, e é em nome dele que finalizo este artigo com a sentença proferida neste domingo:

ADEUS, NOTA ZERO.

Comentários
4 Comentários

4 comentários:

Ivanildo Lima disse...

Também pudera, com tanto PANCADÃO o rapaz ficou em CHOQUE. Entenderam o trocadilho?

LEODINAN disse...

Esta foi uma das derrotas mais merecida do MA. Aliado da Governadora Chapadinha não tem SAMU não tem UPA, não tem um hospital Regional. Dr Magno a admistração e nota 4 e 3

Anônimo disse...

nesta campanha ele foi ainda mais infeliz nas suas musicas usou termos pressão que virou depressão para eles mesmos e pancadão pois foi o que eles levaram no dia 7 fim da era Magno Bacelar.

Anônimo disse...

Tambem pudera, o que ele mais se preocupava era bajular a governadora e, acabou esquecendo da nossa Chapada...agora sonha com Belezinha...