Assim que os ge$tores municipais compraram toda a impren$a local para que cegue diante de suas falcatruas e enxergue trabalho em obras eleitoreiras, nosso blog passou a denunciar, com mais afinco, os desmandos do governo. E não estamos fazendo nada além da obrigação, uma vez que nosso blog não possui caráter particular, mas coletivo - conforme informado desde sua criação - e, portanto, social.

Assim como se venderam a esse governo, tais jornali$tas teriam se vendido a qualquer outro (é assim que sobrevivem); e não têm o mínimo pudor em dizer que suas matérias são "verdadeiras e imparciais", embora Chapadinha inteira saiba o que realmente os motivam.

Não discorrerei aqui sobre as notícias diárias em prol do governo veiculadas nos blogs, rádios e TVs, nem sobre as gordas gratificações que justificariam tal encabrestamento. Em vez disso, me aterei à mais recente pérola dos jornalistas de aluguel - uma notícia supostamente distorcida por opositores:

No dia 10/06, um usuário da rede social Facebook publicou uma conversa que teve com a mãe de uma criança que teria sido vítima de erro médico. Confiram um trecho:

Mãe: eu tinha uma bebezinha que ia fzr 3 aninhos agora em julho e faleceu

Usuário: qual foi a causa? meus pêsames

Mãe: esse hospital maldito daki; [...] ela tava com mais de 40 graus de febre; devia ta com alguma infeçao pq foi derrepente a febre e começou vomitar preto; uma moça bem novinha aplicou uma injeçao sem a medica mandar e dessa injeçao ela foi ficando com falta de ar pq nao conseguiu respirar e morreu nos meus braços [...] depois a moça que trabalha na saude do meu bairro disse que a medica chamou ela e disse que foi a injeçao e pediu pra ela nao falar nada p ninguem

Usuário: qual foi hospital

Mãe: foi no h.c.c

O diálogo foi publicado no 'Fórum de discussão da situação atual de Chapadinha', um grupo (ou comunidade) do Facebook com mais de 2.500 membros, ocasião em que vários usuários se manifestaram. Em suma, eles foram solidários à mãe, cobraram providências das autoridades competentes e apontaram os prováveis responsáveis pela tragédia, inclusive o poder público, afinal, a precariedade da nossa saúde já foi até tema de simpósio. E a mãe também entrou no debate. Vejam comentários supostamente postados por ela e a reação de algumas pessoas:



Notem que eu disse "supostamente", pois a criação de fakes (falsos perfis) é comum em redes sociais e alguém poderia até ter se passado por ela. Ocorre que, naquele momento, ninguém pensou nessa hipótese, até mesmo porque, em tese, ninguém brincaria com uma coisa dessas. O certo é que, até hoje, ninguém questionou a autenticidade do perfil, nem mesmo os jornali$tas da prefeita, embora ele tenha sido excluído assim que eles noticiaram a 2ª (e penúltima) versão da história.

Segundo eles, a mãe lhes concedeu uma entrevista negando que a filha havia falecido por erro médico. A criança, na verdade, seria portadora de uma doença rara e incurável e teria sido, inclusive, despachada pelos médicos. Só que, na hora de publicar a "notícia", eles resolveram inventar que os usuários do Facebook haviam "usado o sofrimento de uma mãe" e até "fotos da criança no caixão" por motivos políticos... Confiram o print de um dos blogs de aluguel:


Na verdade, a própria mãe teria postado as fotos da filha, antes e depois da morte, por meio do perfil já excluído, mas vamos lá... viajemos juntos... imaginemos que o primeiro diálogo nunca existiu e que alguém criou um perfil falso da mãe, postou os comentários acima e as fotos da criança... Teriam os jornali$tas da prefeita algum motivo para acusar de "politicagem" todos os usuários que acreditaram na primeira versão do caso? Atire a primeira pedra quem não o ligaria a outros ocorridos na cidade, como o do menino que foi velado vivo ou o da pequena Pietra! Mesmo assim, tais jornali$tas chegaram, inclusive, a conclamar um tal "promotor amigo" para que interviesse na rede social Facebook... Por que tanta algazarra?

Vejamos... - Para tentar desqualificar as denúncias contra o governo, insinuando que todas teriam o tal "viés político" inventado por eles no caso acima, numa tentativa inútil de 'blindar' a patroa nas campanhas que se aproximam; - Para tentar desqualificar o Fórum de discussão sobre a situação de Chapadinha, cujos membros (+ de 2.500) são constantemente notificados sobre a real situação do município; e - Para "mostrar serviço" e justificar o dinheiro sujo que recebem. Simples assim.

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