O médico José da Costa Almeida, ex-prefeito de Chapadinha e atual diretor dos hospitais locais, ainda goza de muito respeito na cidade... Todavia vem perdendo o prestígio a cada dia, desde que passou a defender o governo com unhas e dentes nos casos, ou melhor dizendo, nos descasos relacionados à Saúde.

A última do doutor foi sua resposta a uma denúncia publicada no blog Chapadinha Anúncios, sobre o caso de Manoel de Jesus Gomes, 77 anos, que sofreu uma fratura exposta e teve que esperar mais de duas horas por uma ambulância.

José Almeida disse que a equipe de plantão realizou todos os procedimentos necessários para encaminhar o idoso com fratura exposta para a capital, "pois só hospitais de alta complexidade estão aptos a tratá-las". Em suma, o doutor quis dizer que Chapadinha não possui hospitais aptos a tratar casos de alta complexidade. Mas a história não é bem assim...

Em razão de nossa cidade ter sido habilitada na "Gestão Plena do Sistema Municipal" (Portaria 576/GM de 02/04/04), nossa Saúde recebe, dentre outros recursos, o chamado "Teto MAC", destinado a atendimentos de média e alta complexidade, ambulatoriais e hospitalares.

Teto MAC recebido de janeiro a novembro/2011 - Clique para acessar a fonte

O Portal da Saúde define "Alta Complexidade" como o "Conjunto de procedimentos que, no contexto do SUS, envolve alta tecnologia e alto custo, objetivando propiciar à população acesso a serviços qualificados, integrando-os aos demais níveis de atenção à Saúde (atenção básica e de média complexidade)".

Seria um exagero cobrar da prefeitura, por exemplo, a realização de cirurgias cardiovasculares em nossa cidade... mas que a Saúde recebe dinheiro para atendimentos mais complexos que partos, curativos, prescrição de dipirona e encaminhamentos, isso é um fato!

E mais: a gestão plena foi concebida para, justamente, descentralizar tais atendimentos de alto custo, trazendo-os para o interior dos estados por meio de "polos regionais", mais acessíveis à população. É por esta razão que a Saúde de Chapadinha é obrigada a atender pacientes das cidades vizinhas, vez que recebe - e muito! - para isso. Já os socorrões da capital não teriam a obrigação de atender todos os pacientes encaminhados daqui, pois nossos hospitais deveriam prestar muitos dos atendimentos lá buscados.

Em outro trecho da mesma matéria, Dr. José Almeida diz que "as duas ambulâncias disponíveis estavam em viagem transportando outros pacientes para São Luis. [...] uma das ambulâncias não demorou a chegar e o paciente foi removido". Pouco tempo depois foi desmentido na rede social Facebook, quando um blogueiro de seu próprio grupo (que estava com o men$alinho atrasado) revelou ter ouvido da filha de Seu Manoel que o idoso não havia sido transportado numa ambulância, mas sim no celta da Vigilância Sanitária, conforme relatou o Professor Enedilson Santos, que também conversou com ela.

Blogueiro aliado, constatando o óbvio

Quanto vale a reputação moral e profissional de um homem, construída, por vezes, ao longo de toda uma vida? Essa, só mesmo Dr. José Almeida para responder...

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