A população do município de Presidente Vargas-MA está em choque.

No dia 27 de abril, três homens teriam estuprado uma dona de casa, aproveitando-se de seu estado de embriaguez.

O relato da vítima

Segundo relatou N.A.F, de 32 anos, por volta das 22h00 ela teria se dirigido a um bar onde seu marido estava bebendo e o acompanhou, tomando cerveja. No local já se encontravam os três acusados: João Pedro Brito Neto (conhecido por "João de Benito", vizinho da vítima), Ronald José Uchôa Araújo (o "Júnior") e Wilkivaldo Costa Bezerra Mendes, dono de uma lan house. João teria lhe oferecido uma dose de whisky com Vulcano. Ela teria tomado e ficado tonta, ocasião em que João teria se oferecido para deixá-la em casa. Seu marido concordou, pois eram vizinhos.

Contudo, o acusado teria tomado rumo diverso da residência de N.A.F - um "quarto de motel", cujo local ela afirma não recordar. Os supostos comparsas teriam seguido o veículo. A vítima relatou que, ao adentrar no recinto e perguntar onde estava, levou um tapa de João e caiu, batendo com o rosto na cama e no chão, ficando com lesões na testa e no olho esquerdo. Antes que ela levantasse, eles teriam iniciado o ato. Os três teriam feito sexo com ela e, com exceção de Ronald, ainda a teriam espancado e queimado com brasa de cigarro.

Após o crime, João teria ido deixar N.A.F. na porta de casa, pedindo que ela não contasse ao marido. Assim que ele saiu ela teria ido à procura do companheiro, mas, como ele ainda bebia, lhe relatou o ocorrido somente no dia seguinte, assim como à mãe de João (o vizinho). Após uma suposta "operação abafa" praticada pelas famílias dos acusados, Wilkivaldo ainda teria oferecido remédio à vítima (diclofenaco), ameaçando denunciá-la por "calúnia e difamação", caso ela espalhasse a história.

A versão dos acusados

Dois dos acusados, João e Ronald, foram presos em flagrante na tarde do dia seguinte e estão à disposição da justiça. Segundo eles não houve estupro, vez que ela teria feito sexo com dois deles (João e Wilkivaldo) por livre e espontânea vontade. Ronald teria ficado fora do quarto, esperando. As lesões que a vítima apresenta, segundo eles, teriam sido causadas quando ela caiu, ao sair do quarto, e bateu com o rosto na calçada. Wilkivaldo encontra-se foragido.

A apuração

O exame de corpo de delito atestou "conjunção carnal, estupro, ferimentos e escoriações pelo corpo com laceração na região anal."

O parecer do Ministério Público Estadual (MP) adverte que "há provas da existência de crime doloso", cometido por mais de uma pessoa, "de forma reiterada e contra vítima que não podia oferecer resistência". Ao final, o MP pediu a manutenção da prisão (cautelar) dos acusados.

Advogados entraram com um pedido de habeas corpus em favor de de Wilkivaldo Bezerra no fórum da Comarca de Vargem Grande (da qual Presidente Vargas faz parte) para que ele não fosse preso ao se apresentar, o qual foi negado pela justiça.

Mais informações em breve...

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