Logo após a sua independência, um grande número de imigrantes desembarcou nos EUA em busca de emprego e novas oportunidades. Era preciso dar a esses cidadãos apoio para se estabilizarem; surgiu assim a "política assistencialista", que buscava conseguir emprego e especializar a pessoa em sua área de trabalho.

Como sabemos, lá a coisa funcionou muito bem, os políticos americanos não davam o "peixe", davam os mecanismos da pescaria e ensinavam como pescar. O país cresceu e se tornou na maior potência do mundo. Sua política assistencialista, foi sobretudo uma política de oportunidades e de boa vontade dos governantes que sabiamente perceberam que, para se desenvolver, é preciso de mão de obra especializada, de uma distribuição mais homogênea de capital, de dar oportunidades para todos de se desenvolverem, quanto mais indústrias, mais emprego, mais pessoas com renda, mais consumo gera mais necessidade de produtividade e assim alcançarmos um patamar de desenvolvimento real.

Infelizmente, essa prática que deu tão certo em países como EUA, Inglaterra e Alemanha, por aqui, virou uma prática populista onde o governo auxilia "temporariamente" e de forma "paliativa" a população, visando apenas e exclusivamente a compra de votos dos eleitores em troca de uma mesada, fazendo com que, ao invés de crescer, o indivíduo se estagne na situação de pobreza. Essa prática infelizmente vem sendo aplicada desde que inventaram a política, somos tão miseráveis que elegemos o melhor prefeito de nossa cidade aquele que simplesmente não atrasa o pagamento, por acaso isso não é dever dele? Eu sou um bom funcionário simplesmente porque não atraso em meu serviço? Um bom médico é aquele que não esquece tesouras dentro do paciente? Para ser um bom dentista é preciso usar luvas quando estiver trabalhando?

Para nossos políticos é interessante que o inverno seja grande, não para que a produção de grãos seja boa, não, e sim para que abra grandes buracos nas ruas, que elas fiquem intransitáveis, lamacentas, imundas, e quando parecer não ter mais jeito, a prefeita ou prefeito vem nos remir, de imediato faz obras de melhorias, tapa os buracos, asfalta as ruas e vai para a televisão anunciar a boa nova, que a prefeitura está trabalhando pela melhoria da qualidade de vida de todos; cansado e sofrido o povo mal acredita no que ver, asfalto na porta de sua casa após décadas de espera, um hospital sendo pintado, medicamentos que não faltam etc. É tão grande a carência e a desesperança que qualquer obra, por mais ridícula que seja é vista como de fundamental importância.

Essa mesma tática diabólica foi usada nos campos de concentração pelos nazistas, eles mandavam as crianças pedirem a Deus por alimento, elas pediam e nada acontecia, então eles mandavam que pedissem a Hitler, e quando as crianças rezavam pedindo a Hitler, do telhado caiam centenas de caixas de chocolate. As crianças em sua inocência acreditavam que aquilo era providência de Hitler, da mesma forma que nós passamos a eleger um bom prefeito somente pelo fato de ele não atrasar as contas. Quão famintos nós estamos!

John Kennedy disse "Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país". Trazendo para a nossa mísera realidade eu diria, não se surpreenda pelas obras, se surpreenda pelos motivos!


Anaximandro Silva Cavalcanti
Psicólogo CRP11/06725



N. do Adm. - Deseja publicar seu texto em nosso blog? Basta enviá-lo a partir do menu Contato (no alto da página) ou diretamente para o email chapadinhaonline@live.com
logoblog
Comentários
0 Comentários