Ativistas dos direitos femininos denunciaram à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (foto) que investiga a violência contra a mulher, o aumento crescente de prostituição infantil e de prostíbulos em comunidades onde há grandes obras de construção de hidrelétricas.

A representante do Movimento das Mulheres Camponesas, Rosângela Piovizani afirmou que "só na cidade de Estreito, no Maranhão, existem 240 casas de prostituição, e os operários que para lá foram para a construção de uma usina utilizam um cartão que eles batizaram de cartão dos prazeres", revelou Rosângela Piovizani, em audiência pública realizada pela CPI mista, na quinta-feira (dia 29).

Há duas semanas, a Comissão aprovou o Requerimento nº 063/2012 (leia aqui) solicitando ao Tribunal de Justiça (TJMA) que seja encaminhado o número de denúncias acatadas pela Justiça Estadual e, consequentemente, o número de processos abertos relativos à violência doméstica e familiar contra a mulher; bem como violência sexual, assédio moral e outras formas de 'crimes de gênero', nos últimos cinco anos, ou, na sua impossibilidade, no mínimo referentes aos últimos 12 meses.

Durante a audiência, Aparecida Gonçalves, da Secretaria de Política para as Mulheres afirmou que o órgão "está investigando crimes no Maranhão, em que as mulheres são degoladas: seu corpo encontrado em um lugar, e a cabeça, em outro. É disso que estamos falando. Não estamos falando de qualquer coisa", declarou.

A situação denunciada na audiência da CPMI no Senado seria uma excelente pauta para os novos membros do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos que tomam posse hoje às 15h, no Auditório do Palácio Henrique de La Rocque. Isso sem falar nas secretaria estaduais de Direitos Humanos, comanda por Luiza Oliveira e da Mulher, Catharina Bacelar. Quem se habilita?

Fonte: Itevaldo.Com (img: Agência Senado)

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