"O Brasil tem fome de ética e passa fome em conseqüência da falta de ética na política".
Herbert de Sousa.

Kant, quando discorreu sobre ética, falou sobre seu imperativo categórico que seria agir segundo a máxima que possas ao mesmo tempo desejar que se tornasse lei universal. Resumida-mente, ele dizia para comportar-se da maneira que gostaria com que todos se comportassem. Kant deve revirar-se no túmulo ao ouvir a palavra ética na boca dos nossos gestores e dos que os acompanham.

Enquanto nossos gestores e comitiva esbaldam-se em jantares com a governadora, hotéis 5 estrelas no país e exterior, contando sempre com o beneplácito do governo e com a morosidade da justiça, a população continua sendo mal servida e padecendo com a péssima administração. Nos hospitais, a situação é caótica e assombrosa, porém, quando questionados, faz-se parecer que é pura maldade dos "sensacionalistas da oposição" (eu, inclusive). Sinto-me compelido a criticar especialmente a área da saúde pois é a área em que atuo, e tenho propriedade para tanto. Já os que defendem o fazem de maneira genérica e evasiva. Na área da Saúde os desvios são feitos a olhos vistos e a falta de transparência funciona criminosamente como uma cortina de fumaça para disfarçar suas mazelas.

As pessoas que tentam defender o governo Danúbia (E olha que isso é um trabalho hercúleo) o fazem com argumentações rasteiras do tipo: A saúde de Chapadinha vai mal assim como em vários municípios... (O problema é que em vários municípios existem maus gestores. A maior dificuldade em Chapadinha na área da saúde não é a escassez de verbas, mas o excesso de corrupção.)


Algumas pessoas que hoje são defensoras da atual administração já travaram épicas batalhas contra a mesma sob o manto da estrela vermelha de cinco pontas. O que restou desta luta e dos ideais socialistas? Praticamente nada, ou apenas uma conta corrente com valores mais confortáveis... De que adianta ser socialista de bolso vazio??? Como canta Belchior: "De carrão chego mais rápido à revolução..."

Outro argumento é que, assim como Danúbia é a continuação de Magno Bacelar, Ducilene seria a continuação de Isaias e, sobre este, pesa o não cumprimento do pagamento da folha municipal. (O mecanismo de defesa usado no argumento é a projeção, ou seja, o comporta-mento da Danúbia é projetado para Ducilene.)

Vejamos... Danúbia não é a continuação de Magno Bacelar. Ao observarmos toda a trajetória da atual prefeita, desde sua atuação como promotora de eventos, co-gerenciadora do FAC, vereadora e secretária municipal, vemos que Danúbia já se parecia muito com Magno Bacelar e, em alguns aspectos, era muito pior. Ou seja, ela apenas aplica na prefeitura o que aprendeu (ou deixou de aprender) durante toda a sua vida. Danúbia, então, imprime sua marca própria à administração de Chapadinha, que, infelizmente, é muito semelhante a do seu antecessor.

No outro extremo temos uma bem sucedida empresária conhecida pela austeridade e pela confiabilidade. É nesses termos que acredito que aquilo o que é comum para a candidata Ducilene, que é a valorização da palavra dada e a responsabilidade financeira, sejam, desta maneira, levadas à administração da cidade. Isso seria algo inovador, pois a palavra de nossos gestores não anda com a cotação muito alta (fui generoso nos termos).

Apesar de todas as distorções e manipulações por parte do desgoverno, não devemos nos calar e vamos continuar combativos aos desmandos desta administração visando no futuro um governo ético e responsável. O grito de muitos deixará de ser escutado pelo nosso silêncio.


Dr. Ernani Maia
(Cirurgião-Dentista)




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