A corregedora-nacional do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Eliana Calmon, declarou ontem, em audiência na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, que há 'vagabundos' e 'malandros' infiltrados na magistratura. Em setembro último, ela já havia provocado reações ao afirmar que havia 'bandidos escondidos atrás da toga'.

"Precisamos abrir diversos flancos para falar o que está errado dentro da nossa casa. Faço isso em prol da magistratura séria, decente e que não pode ser confundida com meia dúzia de vagabundos que estão infiltrados nela", declarou Calmon, que também é ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O desabafo foi feito após a ministra citar as razões pelas quais foi iniciada uma investigação do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), do Ministério da Fazenda, a pedido do CNJ, sobre movimentações financeiras 'atípicas' entre magistrados, servidores e familiares.

Ao longo da audiência, a corregedora fez diversas críticas à atuação de magistrados. Disse que o Poder Judiciário vive hoje uma 'crise ética' e que os desembargadores não são alvo de investigações por serem 'malandros' e conquistarem a simpatia de magistrados. "É dificílimo um tribunal julgar desembargador. Se ele tem a simpatia do colegiado, e os malandros são sempre extremamente simpáticos, o tribunal não tem poderes para julgar", disse a corregedora.

Por fim, Eliana Calmon declarou não ter medo dos maus juízes, mas do silêncio dos bons juízes que se calam na hora do julgamento.


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2 Comentários

2 comentários:

GM Santos disse...

Falou e desse Eliana vossa excelência esta certíssima não só na magistratura mais também em todas as esferas do pode Brasileiro.

Ivanildo Lima disse...

E qual a novidade nisso tudo?