Comunicado Oficial (clique para ampliar)

Na tarde desta quinta (23), a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult-BA) cancelou o edital para contratação de nove representantes territoriais de cultura. A seleção gerou polêmica porque a comprovação de anos de "experiência sindical e partidária" poderia acrescentar até dez pontos aos candidatos. A crítica de especialistas em concursos públicos sugere que esse item poderia favorecer militantes do PT (Partido dos Trabalhadores), que governa o Estado.

Procurada pelo UOL, a Secult-BA disse apenas que o edital foi cancelado, que os itens previstos serão revistos e que não há prazo para publicação de um novo documento. O órgão não comentou sobre os motivos que levaram à inclusão dos itens na seleção, nem informou de que forma a experiência sindical ou partidária ajudaria no exercício de um cargo na área cultural.

Tempo em sindicato valeria mais que faculdade

As inscrições para o certame deveriam ser iniciadas ontem. Os técnicos permaneceriam na função até dezembro, com salário mensal de R$ 1.980,00. O edital, publicado no início do mês, previa que um candidato ganhasse até 10 pontos pela atuação em "sindicatos, partidos e organizações da sociedade civil". Para consegui-los, seria preciso provar a "militância" por quatro anos - eram 2,5 pontos por ano.

Surpreendentemente (ou não), o ano de atuação sindical ou política valeria mais que as atividades artísticas (atividade-fim da função), que previam apenas dois pontos a cada 12 meses de participação. Uma pessoa graduada na área teria 07 pontos na análise de currículo - três a menos que a atuação em sindicatos ou partidos. Já uma pós-graduação na área valeria os mesmos 10 pontos da atuação política. Outras pós-graduações valeriam apenas 07 pontos.

Fonte: Reinaldo Azevedo (leia mais aqui)

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