Foto reproduzida em redes sociais mostrando
o suposto corpo da criança (Fonte: Jornal Agora)

A Coordenação Regional da Funai em Imperatriz liberou, no início da noite de ontem (09), uma nota de esclarecimento com os resultados da visita da comissão que foi investigar a denúncia do possível assassinato de uma criança indígena da etnia Awá-Gwajá em Arame-MA. O relatório conclui que a denúncia "não passou de um boato infundado, uma mentira" e que nunca houve corpo carbonizado, nem filmagem. A visita, iniciada na sexta e finalizada somente no domingo, concluiu também que os Awás continuam circulando na terra indígena Araribóia.

A fonte principal ouvida pelos servidores da Funai foi o índio Clóvis Guajajara, citado pelo Conselho Indigenista Missionário (CIMI) como um dos autores da denúncia ao órgão. Segundo o indígena, tudo realmente não passou de um boato. O relatório não esclarece, entretanto, se o índio realmente fez as denúncias, equivocadamente, ao CIMI ou a jornalistas, no início de novembro. Também não fica claro se a comissão chegou a visitar o local do acampamento onde estaria o grupo awá-gwajá.

Crianças Awá-Gwajá (Fonte: Claudio Maranhão)

Durante a visita, a comissão flagrou um caminhão madeireiro que seguia para abastecimento dentro da área Araribóia. O caminhão era dirigido por um indígena já reincidente na retirada ilegal de madeira, que relatou que a madeira a ser retirada "teria como destino as serrarias do senhor Miguel e do senhor Paulo no município de Grajaú-MA".

Não foi possível fazer ouvir o CIMI sobre a nota da Funai.

Por Lissandra Leite (Matraca/Notícias da Infância)

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