No início da noite de ontem, Chapadinha parou por conta do caso de Noé, um bebê que foi literalmente degolado durante um parto forçado, ocorrido no Hospital das Clínicas de Chapadinha (HCC).

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O fato: Segundo os relatos apurados pelo prof. Enedilson Santos, autor do blog Chapadinha Anúncios, a mãe da vítima, Maria Concebida, moradora da Vila Isamara, procurou o HCC após entrar em trabalho de parto. A avó do bebê, identificada como Osmarina, teria mostrado o resultado da ultrassonografia ao médico que as atendeu, Dr. Sérgio Barbosa, informando que o parto, previsto para o dia seguinte, seria uma cesárea, em razão de o bebê encontrar-se em posição "invertida".

Mesmo assim, Dr. Sergio Barbosa tentou forçar um parto normal e só teria iniciado o procedimento cirúrgico porque a mãe conseguira colocar somente o corpo da criança para fora. Após algumas horas, o médico trouxe Noé dentro de uma caixa, enfaixado, dizendo que ele não havia resistido... Porém (muita atenção!), Dr. Sérgio teria recomendado à avó da criança que a enterrasse do jeito que estava, enfaixada!

Dona Osmarina não entendeu o porquê do conselho e levou o pequeno corpo para que a mãe visse seu filho pela última vez. Ao abrir a caixa, os familiares perceberam manchas de sangue na altura do pescoço do bebê e resolveram desenfaixá-lo. O pescoço de Noé estava decepado e costurado ao corpo (ver imagem do início). Imediatamente, o Conselho Tutelar, o Conselho Municipal de Saúde e a Polícia Militar foram acionados para apurar o caso. Dr. Sérgio entrou em seu automóvel e se evadiu do local.

Repercussão: Chapadinha ficou consternada. Até mesmo os servidores da saúde ficaram estarrecidos. Ninguém, absolutamente ninguém, entendeu o porquê de Dr. Sérgio ter forçado o parto normal ou como cortou o pescoço do bebê. E todos suspeitaram de sua recomendação para que a família o enterrasse enfaixado. Mensagens de pesar, assombro e revolta ainda repercutem nas redes sociais.

Considerações: Se fizermos um balanço de tudo o que aconteceu na saúde chapadinhense nos últimos três anos, podemos deduzir o motivo de tantas mortes suspeitas. Primeiramente, todos os profissionais do setor com os quais conversei concordam em um ponto: nossa saúde dispõe de bons funcionários, porém sem condições de exercer seu ofício devido à ausência de praticamente tudo o que é necessário para tal. Aí vem a pior parte: gestores - e apaniguados que trabalham no setor - parecem evitar ao máximo o "gasto" com pacientes. Analisem:

Seu Agripino Nascimento, Railson Galvão e tantos outros que precisaram ser transportados a outros hospitais vieram a óbito porque nossos gestores não compram ambulâncias equipadas com mini-UTI; a estudante Arkiane faleceu porque exames mais detalhados custam caro; a menina Pietra (15 dias de vida) morreu porque uma enfermeira não queria "estragar" o restinho de oxigênio que ainda havia no tubo e também por falta de ambulâncias, etc... Quanto ao caso em tela, só existe uma razão para Dr. Sérgio, cuja perícia é elogiada até por médicos veteranos, ter agido da forma que agiu: ele quis "economizar" os equipamentos, medicamentos e demais materiais necessários à realização de uma cesariana, forçando um parto normal.


Em suma, Srs, como a maior parte das verbas destinadas à saúde é desviada, alguns funcionários - tão abjetos quanto nossos gestores - ficam "regrando" o pouco que chega aos hospitais, fazendo dos atendimentos uma loteria: primeiro tentam resolver utilizando um mínimo de recursos; depois, caso o paciente ainda esteja vivo, tentam procedimentos mais "dispendiosos". Eis a razão de tantas mortes.

Impren$a: Essa "brincadeira com a coisa pública" (palavras do pároco Manuel Neves), patrocinada pelo casal que administra a cidade, há muito vem sendo denunciada, tanto na internet quanto em outras mídias. Porém, pseudo-jornalistas pagos pela prefeitura sempre tentaram desqualificar tais denúncias, atribuindo-as à oposição ou "pessoas ligadas ao grupo do ex-prefeito Isaías".

Se esses pela-sacos que agora se mostram consternados pela morte de Noé tivessem ajudado a denunciar os descasos na saúde, desde o início dessa ge$tão desastrosa, muitas vidas poderiam ter sido poupadas, inclusive a do menino Noé. Mas, infelizmente, agora é tarde e só Deus sabe o que ainda poderá ocorrer até o fim dessa administração.

Imagens: Chapadinha Anúncios << clique para mais informações

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Comentários
1 Comentários

1 comentários:

Anônimo disse...

Se quiser ter uma saúde de qualidade, faça como eu, pague um plano de saúde. Garanto que eu não vou ter que passar por situações como essa, já que meu plano de saúde me livra de usar a saúde pública.