Quando criança, me divertia ao receber "correntes" por baixo da porta. Geralmente um texto escrito à mão em uma folha de caderno, contando uma historinha qualquer e uma advertência ao final, algo como "Se você não copiar isso e distribuir em "n" casas, sua mãe morrerá amanhã!" Ria muito da bobagem e mostrava aos amigos. E sempre tinha algum que levava as mãos à cabeça: "Poxa, cara, porque você foi me mostrar isso?" Daí me pedia o texto para fazer suas cópias! Agora, observem abaixo:

Foto REAL + história FALSA = CORRENTE
A garota que aparece na foto se chama Aleksandra Kuczma. Em junho
de 2005, com apenas 1 ano e dois meses, ela ficou presa em um incêndio
na casa em que morava, na Polônia. O e-mail original até continha o nº.
de uma conta para depósitos, mas, com o tempo, transformou-se nessa
corrente que ilude a vítima, uma vez que a bebê, que já está curada,
nada recebe por e-mail repassado ou foto compartilhada.

A prática de disseminar correntes é antiga e a internet a consagrou de vez. Além da pegadinha em si, golpistas utilizam o recurso para descobrir emails válidos no intento de enviar "cavalos de troia" e outras pragas para eles. Já recebeu algum email interessante que ao final solicitasse o envio de uma cópia a todos os seus contatos e, inclusive, à pessoa que te enviou? Pois é...

Como o recurso de ameaçar "a vítima" ficou manjado, os criadores de correntes recorreram a outros tais como o "apelo religioso" (se ama Deus/Jesus/Maria, repasse), "polêmicas" (livros de geografia dos Estados Unidos dizem que a Amazônia pertence a eles), "conspirações" (vacina contra a gripe foi criada para matar), "solidariedade" (ver imagem acima) ou apenas imagens e textos engraçados, que "imploram" para ser compartilhados.

As redes sociais se mostraram ambientes ideais para correntes. Apesar de os administradores tomarem medidas para coibir a prática, aquelas correntes "inofensivas", criadas apenas para "se espalhar", ainda congestionam grandes sites como o Facebook - e também a paciência de muita gente!

Os exemplos a seguir - e o anterior - foram selecionados do site E-farsas, que há dez anos vem revelando a verdade por trás de histórias fantasiosas que circulam na net. Confiram (e não ajudem a espalhar essas bobagens, pelo bem das redes sociais!):

História falsa: "Cristãos queimados vivos por muçulmanos sunitas da
Nigéria. Notícias como essa, que deveriam estampar a primeira página dos
jornais, são solenemente ignoradas pela grande mídia. Vamos divulgar!!!"
Verdade: Apesar das várias notícias de ataques a cristãos na Nigéria e
em outras partes do mundo, a foto mostra vítimas da explosão de um
caminhão-tanque de combustível na República Democrática do Congo.

História falsa: O engenheiro Julio Cesar Flores
Borraz estaria atrás de sua filha, Ashley Flores
(foto), que estaria sumida há duas semanas.
Verdade: Ashley Flores nunca desapareceu
e mora com seus pais em Ilinóis - EUA.

Golpe: Link promete vídeo de uma mulher que possui uma aranha
vivendo sob sua pele. Verdade: O vídeo mostra um homem extraindo
uma larva de seu braço. Ao clicar no link e permitir a solicitação, a
vítima instala um script maldoso no navegador.

História e foto falsas: "Casal de São Paulo batiza filho como 'Facebookson' e causa
polêmica no mundo". História e foto reais: O bebê se chama Ethan James e nasceu em
05/09/11 na cidade de Chino Hills, Califórnia. O jornal na foto real (maior) não menciona
o nome do bebê, os pais o exibem apenas para datar a imagem e comprovar a data de
nascimento do pequeno Ethan. A história do "Facebookson" foi criada pelo site de
humor sensacionalista.com.br.


Só para não esquecer: O Facebook não doa nenhum centavo a ninguém por postagem compartilhada ou curtida. Nem as outras redes sociais. Ponto final.


PS: Clique em qualquer imagem acima para ir ao post original do E-farsas.com.
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