Os eleitores paraenses decidiram, em plebiscito realizado neste domingo (11/12), manter o estado do Pará com o território original.


O resultado foi ratificado pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, que comemorou: "Penso que não apenas a cidadania está madura do ponto de vista cívico, mas a tecnologia eleitoral brasileira está muito avançada, conseguimos apurar o resultado matematicamente consolidado em duas horas depois do fechamento das urnas. Hoje foi um teste importante e verificou-se que o povo pode ser consultado rapidamente de forma eficiente e econômica."

O plebiscito deste domingo, que decidiu se o Pará seria dividido em três para a criação de mais dois estados - Tapajós e Carajás - custou R$ 19 milhões aos cofres públicos.

Os eleitores responderam a duas perguntas: a primeira, se eram a favor ou não à criação do estado do Tapajós. Depois, votaram a favor ou contrários à criação do estado de Carajás. Em suma, puderam optar pela criação de apenas um dos estados, dividindo o Pará em dois. "Este plebiscito mostra que o povo, não só do Pará, mas de todo o pais, está extremamente consciente e cobra resultado das autoridades", disse Lewandowski.

Palavra do eleitor: Tamanho do estado não melhora gestão:

A empresária Lucienne Resque (37 anos) não viu motivos para dividir o Pará, a não ser interesse político: "O governo pode instalar escritórios regionais em Marabá e Santarém, por exemplo. Com a internet, não há motivos para que a sede do governo esteja perto. São Paulo também tem cidades distantes, como Presidente Prudente (558 km da capital), mas nem por isso os políticos falam em separar."

"Se criar estados menores resolvesse problemas, Alagoas e Sergipe seriam os melhores do país para se viver. O que me chateou foi a geografia dos mapas. Tiraram as áreas de minério, hidrétricas e floresta. Deixaram para o Pará só açai e tucumã, uma fruta que só serve para dar aos porcos", afirmou o engenheiro Antonio Aurélio Bandeira Monteiro (61 anos).

Fonte: Globo.Com


N. do A. - A empresária Lucienne resumiu tudo: "a não ser interesse político"! No fim dessa história toda saíram ganhando os políticos envolvidos no repasse desses R$ 19 milhões. Os "Sarneys" vem tramando, há algum tempo, algo parecido para o nosso Maranhão, portanto, fiquemos atentos.

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