[ Há uma semana, o céu ganhou mais um anjinho: Pietra Oliveira de Lima ] 

O amor, sentimento maior, de regra não deveria ser "medido". No entanto, é consenso que, maior que o amor de uma mãe por seu filho, só o de Deus Pai por nós.

Podemos afirmar que o amor materno é o maior que existe na Terra. Nós, homens, assim como as mulheres que ainda não tiveram (ou quiseram) a graça de ser mãe, jamais o compreenderemos. A presunção de que sua grandiosidade seja fruto do desenvolvimento da vida no seio da "fêmea" cai por terra pela simples observação do mesmo "comportamento" em mães adotivas. É coisa de Deus, mesmo. E assim como jamais entenderemos tal sentimento em sua plenitude, podemos apenas conjecturar o "tamanho" da dor de uma mãe que perde um filho.

Tal ocorrência é antinatural. Acidentes e doenças são seus principais causadores. E nas metrópoles, a probabilidade de um assassinato não é pequena. Mas e quando uma mãe perde um filho, ainda bebê, por conta da "negligência" daqueles que deveriam zelar por sua saúde? O que passa pela cabeça de uma mãe ao ouvir médicos prescreverem tratamentos diferentes para sua criança? E uma servidora leiga "determinar" qual o melhor? Como VOCÊ se sentiria ao saber que seu filho não foi encaminhado à capital porque a ambulância estava esperando "mais um paciente grave", para fazer uma só viagem? Viagem, aliás, que seria desnecessária caso o município aplicasse os recursos que recebe para realizar tal atendimento?

Não é difícil conjecturar que a dor dessa perda é ainda maior. Pietra não faleceu por acidente, latrocínio, suicídio: ela foi, literalmente, assassinada por uma quadrilha que não dá a mínima para a vida de terceiros e, consequentemente, "embolsa" os recursos destinados à sua saúde, à sua vida. Assim como tantos outros, a pequena Pietra foi vítima dessa quadrilha que, com a promessa de "salvar a pátria", se instalou há mais de dez anos em nossa cidade para roubar e mentir, roubar e mentir, roubar e mentir.

Sua mãe, Maria Aparecida, por duas vezes procurou a professora Jane Andrade para relatar o descaso que culminou na morte da filha. Na primeira vez, ainda em estado de choque (Pietra havia falecido no dia anterior), ela conseguiu falar um pouco sobre o caso (link ao final do texto). Já nesta terça-feira (15/11), às vésperas da missa de sétimo dia do falecimento da filha, seus soluços a impediram de dizer qualquer coisa. Ao tentar relembrar os detalhes do caso (motivo do segundo encontro com Jane), a pobre mãe os reviveu e, simplesmente, não conseguiu controlar seu pranto.

Enquanto isso, a quadrilha que assassinou sua filha curtia o feriadão. E nossos ilustres representantes do Ministério Público? Também.

Eis o retrato da atual situação de Chapadinha: luxo, ostentação e medalhas para alguns; pobreza, desolação e morte para outros. No entremeio, uma população que assiste a tudo de braços cruzados, esperando (talvez) a próxima eleição para "dar o troco", torcendo para que a próxima vítima não seja da família.



Acesse o link abaixo e ouça o relato da mãe de Pietra:

>> Mais um bebê morre vítima do CAOS na Saúde Pública de Chapadinha <<

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