A Corregedoria da Polícia Militar pediu a prisão de quatro líderes do movimento paredista dos militares na tarde desta quinta-feira (24). O pedido foi encaminhado à Justiça Militar e deve ser apreciado até amanhã por Vicente de Paula Gomes de Castro, juiz auditor militar. A Corregedoria alega desobediência com base na Constituição, que proíbe a greve para militares no Brasil. Antes de decidir, Vicente de Paula teria pedido o parecer do Ministério Público Militar sobre o caso.

Já na manhã de hoje, o Tribunal de Justiça do Maranhão acatou liminar impetrada pelo Governo do Estado pedindo a ilegalidade da greve. O desembargador Stélio Muniz determinou imediata suspensão da paralisação dos PMs e bombeiros, sob pena de multa diária de R$ 200 para cada integrante do movimento grevista.

Mesmo assim, os militares insistem na paralisação e não deixam o acampamento que armaram em frente à Assembleia Legislativa do Estado. Chamaram familiares e passaram o dia articulando mais adesões ao movimento. Eles devem passar mais uma noite por lá. "A família maranhense está aqui", disse cabo Roberto Campos, diretor de articulação política do movimento, com relação a presença de familiares na vigília.

Lista Negra

Segundo informações divulgadas pelo blog do John Cutrim, foram expedidos mandados de prisão para o Coronel Ivaldo Barbosa, Coronel Melo, Sargento Da Hora, Sargento do Corpo de Bombeiros, Jean Marie, e o Cabo Campos.

Sem prisões

"Não tem ninguém preso. Houve apenas um pedido de prisão preventiva. Mas nenhum dos nossos integrantes está realmente preso", informou o advogado-chefe do movimento, William Dourado.

Principais reivindicações dos militares:
  • Reposição das perdas salariais de 2009 a 2001; 30% a mais TR (inflação acumulada do ano anterior) em cada ano, de 2012 a 2015, previsto no PPA (Plano Plurianual);
  • Definição da jornada de trabalho em 44 horas semanais com adicional noturno e pagamento de hora extra;
  • Anistia de todos que participaram do movimento grevista;
  • Criação de uma comissão permanente de negociação, com participação de todas as entidades militares.
A greve no interior

Em Santa Inês houveram na parte da manhã passeatas, e assim como em todas as cidades de atribuição do 7º Batalhão de Polícia Militar, sediado em Pindaré Mirim, os militares estão parados, como em Zé Doca. Em Caxias a adesão a paralisação foi grande. Em Imperatriz, segundo informa o blog do Frederico Luiz, os policiais e bombeiros militares interromperam o tráfego de veículos na rodovia Belém Brasília, na altura da ponte sobre o riacho Cacau. Por volta das 12h30min a ponte foi liberada. Em Bacabal, Balsas, Barra do Corda a paralisação também é quase total.


Artigos relacionados:
logoblog
Comentários
0 Comentários