Essa foi a nova desculpa arranjada por Magno Bacelar para justificar os protestos ocorridos na 4ª edição do Rock in Rio, os quais culminaram em ofensas diretas à sua pessoa (vez que o líder dos Detonautas o taxou de "pela saco") e ao presidente do Senado, José Sarney.

Nesta quinta-feira (06/10), na Assembleia, o suplente que virou deputado graças à governadora estava fazendo a única coisa que sabe fazer - defender a família Sarney - quando aproveitou a ocasião para justificar a atitude dos cantores e do público presentes na "cidade do rock". Segundo Magno, "por trás do Rock in Rio" existe um "trabalho contra o nordeste", supostamente arquitetado pelo governador e por senadores do Rio de Janeiro, os quais não queriam dividir os royalties (parte dos "lucros") do pré-sal com o resto do Brasil.

Em suma, segundo Magno, ele não teria sido taxado de "pela saco" por realmente ser um "pela saco" e o público não queria mandar o presidente do Senado tomar naquele lugar - tudo não passou de um jogo de interesses de políticos que não queriam dividir os lucros do pré-sal com o "Nordeste de Sarney" (senador pelo Amapá). Pode? Em se tratando de Magno Bacelar, não só pode como tal asneira foi dita na tribuna da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão! Oh, vergonha, meu Deus!

Quem tem boca fala o que quer

O deputado não eleito aproveitou, também, para dizer que o líder da banda Capital Inicial, Dinho Ouro Preto, o qual iniciou a onda de protestos no evento, tem "duas faces", uma vez que teria elogiado Sarney no Maranhão e o criticado no Rock in Rio. Como de praxe, Magno falou mas não provou nada, ou seja, "matou a cobra e escondeu o pau!"

O Pai da Mentira

Não contente, Magno ainda teve a audácia de dizer os chapadinhenses aplaudiram a prefeita Danúbia Carneiro por ter trazido a banda Aviões do Forró para a cidade e que os recursos gastos em tal evento "foram muito bem aplicados (...), porque o povo brincou e o povo se divertiu".

Mas tal evento, na verdade, foi uma tapa na cara dos chapadinhenses, os quais até hoje sofrem com uma saúde pública calamitosa e uma educação precária, sendo que, à época, ainda tiveram que ver os recursos municipais sendo torrados em eventos "pão e circo". Lógico que uma parcela da população compareceu, mas, como os próprios diziam, era o povo quem estava pagando (e caro!) pela festa. Quem gostou mesmo foi o público das cidades vizinhas, que compareceu em massa, sem que os recursos de seus municípios fossem comprometidos.

O repúdio dos chapadinhenses para com tal gastança foi tão grande que obrigou a cantora da banda Aviões do Forró, Solange Almeida (foto), a tentar amenizar a situação, defendendo a realização do show. Ao contrário do deputado não eleito, eu mato a cobra e mostro o pau: Ouçam o que disse a cantora Solange acessando este artigo: >>O Último Fim de Semana Vs. A Chapadinha Nossa de Cada Dia (com áudio!)<<

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