Gene Simmons, vocalista do Kiss, que se cuide, pois "outra língua" já ganhou fama no Brasil e não tarda tornar-se conhecida mundialmente: a do suplente de deputado Magno Bacelar, nomeado para o cargo por Roseana Sarney.

Como deve seu emprego à ela, Magno vem demostrando toda a sua gratidão defendendo a família da governadora com unhas, dentes e, principalmente, a língua. É dele a frase que virou chacota nacional: "Vocês queriam que ele fosse de quê? De jumento?" - dita após o patriarca do clã ter sido flagrado passeando num helicóptero de uso exclusivo da PM/MA. Ontem (26/09), Bacelar voltou a proferir asneiras na Assembleia Legislativa, desta vez em razão do episódio ocorrido no último sábado (24) na 4ª edição do Rock in Rio.

Durante o show da banda Capital Inicial, o vocalista Dinho Ouro Preto (à direita) ofereceu a música "Que País é Esse?" a José Sarney, e o público - como não poderia deixar de ser - aprovou a "homenagem" e também mandou seu recado: "Ei, Sarney, vai tomar no (...)!" Mas, segundo o suplente, tal aprovação se deu porque boa parte do "público metaleiro" seria formada por "pessoas drogadas", fato que teria sido constatado pelo próprio quando esteve em edições anteriores do festival. Magno também afirmou que Dinho estava "alterado" e teria disparado palavrões contra Sarney e o público, motivo pelo qual iria apresentar uma "moção de repúdio" contra o cantor.

Além de magno, os deputados Hélio Soares e Edilázio Júnior também saíram em defesa do presidente do Senado. Sobre a manifestação do público, Soares disse que as pessoas "não sabiam nem o que estava acontecendo, acabaram sendo induzidas a aplaudir, compartilhar desta infelicidade". Para Edilázio, o cantor desvirtuou o evento, vez que "a intenção das pessoas era apenas se divertir, de forma despropositada".

Deputados Hélio Soares e Edilázio Júnior

Cada um dos três mosqueteiros tentou, a seu modo, defender seu rei, mas apenas corroboraram os protestos de Dinho e do público presente na "Cidade do Rock".

Primeiro, tentaram defender o indefensável, uma vez que José Sarney é conhecido em todo o país como um dos ícones da corrupção brasileira. Os últimos escândalos envolvendo o senador e sua família falam por si só. Em segundo, provaram estar "mais por fora que bunda de índio", vez que não foi a 1ª vez (nem a 2ª, nem a 3ª...) que o líder do Capital ofereceu a canção ao senador. E, em todas as vezes, o público aprovou. Tanto que, a cada show da banda, esperam ansiosos o momento de poder desabafar: "Ei, Sarney, vai tomar no (...)". Em terceiro lugar, compararam o festival de rock a uma ópera, balé ou outro evento análogo, ao afirmar que os presentes queriam "se divertir, de forma despropositada", como se no rock as ideias não imperassem sobre a música. E quanto à afirmação de que cantor e público estariam "alterados" e "drogados", tal disparate só poderia ter saído da boca de um suplente que virou deputado por conta conchavos políticos.

Img: Charge da MTV
Recentemente, Magno teve que se retratar perante os deputados da região tocantina por ter se referido ao município de Imperatriz de forma pejorativa, assim como antecipou< o ex-vice-governador Pastor Porto. Quanto a essa nova asneira - atribuir ao uso de drogas a revolta dos brasileiros para com os desmandos de Sarney - ele pode ficar sossegado: o máximo que pode acontecer é, mais uma vez, ele servir de escárnio em todo o estado ou em todo o país (imagem ao lado). E Magno já demonstrou que, contanto que se mantenha no emprego, está se lixando para a opinião pública.
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