Um cortejo fúnebre simbólico, marcado para a manhã desta quarta-feira (07), na Praça da Bandeira, deverá abrir nova onda de protestos contra os desmandos da atual gestão municipal de Chapadinha.

A iniciativa partiu dos servidores municipais e foi deliberada em Assembléia Geral Extraordinária realizada no último sábado (03), na sede do sindicato da categoria (SINDCHAP). Segundo a entidade, as novas manifestações objetivam chamar a atenção dos poderes Legislativo e Judiciário para os desmandos promovidos pelo Executivo local, bem como despertar o interesse da sociedade chapadinhense em lutar por seus direitos e "dar um BASTA às lambanças" que estão ocorrendo na cidade, principalmente nas áreas da Educação e Saúde.

Durante a assembleia, o clima era de revolta entre os servidores. Vários deles, que antes se limitavam a ouvir e ponderar, de forma tímida, as questões debatidas, pediram para fazer uso da palavra e extravasaram toda a insatisfação com (segundo eles) "a falta de respeito da gestora municipal para com todos os cidadãos chapadinhenses".

O SINDCHAP já havia promovido uma maratona de protestos no mês de junho deste ano (imagens acima e ao lado) para cobrar, dentre outras reivindicações, o pagamento do abono referente à sobra do Fundeb de 2010, cujo montante de quase R$ 2 milhões foi creditado nas contas da prefeitura em abril deste ano e, até o presente momento, não foram repassados aos professores os 60% garantidos por lei. Na ocasião, a adesão dos servidores ficou abaixo do esperado pela entidade, por conta do receio de possíveis retaliações por parte da atual gestão. E elas realmente ocorreram, sendo que a mais "célebre" partiu do vereador França Nilo, líder do governo na Câmara, o qual usou a tribuna da casa para chamar de "palhaços" os manifestantes que representavam a categoria, em plena sessão (ver artigos relacionados).

Desta vez, os servidores municipais buscarão o apoio dos demais setores da sociedade civil, uma vez que todos demonstram estar insatisfeitos com o "modus operandi" de Danúbia Carneiro à frente da prefeitura. Prova disto foi o número considerável de assinaturas colhidas pela entidade em um abaixo-assinado proposto no dia 24 de agosto deste ano, o qual já foi encaminhado às autoridades competentes, como o Ministério Público local, e continua recebendo novas assinaturas. Vale ressaltar que os funcionários da Saúde já haviam enviado outro abaixo-assinado no dia 18 de março ao CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE, contendo 11 itens reivindicatórios para amenizar o sofrimento dos funcionários e usuários dos hospitais públicos, o qual, até a presente data, continua sem resposta por parte do executivo.


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