Enquanto nossa ge$tora manda "empedrar" algumas ruas e "passeia" pela zona rural cercada de aliado$ - desde já adiantando a campanha eleitoral - nossa população continua comendo o pão que o diabo amassou ao necessitar dos serviços públicos essenciais, inclusive o mais prioritário deles: a saúde.

Por volta das 07:45h desta quinta (11), nas proximidades do frigorífico Boi Gordo, a Sra. Maria de Amorim Linhares, 75 ANOS, mais conhecida como "Rita do Zé Garcia", tropeçou e foi ao chão, ninguém sabe (ainda) se por conta da idade ou de nossas crateras locais. O fato é que ela fraturou o ombro, necessitará de cirurgia e, inclusive, já foi encaminhada à capital. Mas tal atendimento não foi prestado em nosso município e sim em Vargem Grande, pois se Dona Rita fosse esperar pela saúde de Chapadinha, talvez ainda estivesse deitada em uma maca enferrujada, à mercê da própria sorte.

Dona Rita, no entanto, não optou por ser atendida no município vizinho: ela foi OBRIGADA! Logo após o acidente, seus filhos a levaram ao HAPA (Hospital Antonio Pontes de Aguiar) e, ao chegar no local, ela e sua família souberam de imediato que () não havia sequer atadura para imobilizar seu braço, () a máquina de Raios X está quebrada há meses e () sem a radiografia, o médico nada podia fazer por não ter como diagnosticar a lesão em seu ombro.

Diante dessa (nossa) triste realidade, a família de Dona Rita, como tantas outras, não teve outra alternativa a não ser comprar atadura em uma das farmácias próximas ao HAPA para imobilizar o braço da idosa e, depois, procurar atendimento em outra cidade. Fazer o quê?

Img: ChapadinhaSite
Casos semelhantes, ou muito piores, acontecem diariamente em nossos hospitais. Além do fato relatado acima, este autor também soube do caso de uma moradora da zona rural de Vargem Grande que, na última segunda (08), resolveu ter seu bebê em Chapadinha, talvez pensando que aqui fosse melhor atendida que em sua cidade. Grande erro... A criança veio a falecer em sua barriga, enquanto ela esperava por um médico. No caso do professor e PM Railson Galvão (foto), falecido no dia 03 deste mês, a ambulância disponível só pôde conduzi-lo quase 2 horas após o acidente. E, a caminho da capital, adivinhem onde ela teve que parar? Em Vargem Grande, para "solicitar" oxigênio e gaze, uma vez que Railson foi encaminhado sem o mínimo suporte emergencial. E a pergunta que não quer calar é: Se tivesse sido atendido com eficiência e transportado em uma ambulância equipada com mini UTI, ele teria sobrevivido? Afinal, Railson foi vítima de um acidente de trânsito ou dessa gestão desprezível capitaneada pelo casal mais festeiro da região? Infelizmente, só Deus sabe a resposta.

E é impressionante como a imprensa de Chapadinha não enxerga esses casos. Blog$, rádio$ e TV'$ locais dão conta de tudo - de "suicídios em Coelho Neto" a "gansos em cadeias do Ceará" - menos dos descasos da administração pública local. Tais jornalista$, às vezes, chegam ao cúmulo de inventar ou deturpar histórias para proteger sua ge$tora (ver artigos relacionados ao final deste post). Um deles, ao noticiar o falecimento do PM Railson, chegou a relatar o referido atraso da ambulância, mas, após uma ou duas horas, este trecho da notícia - curio$amente - "desapareceu" de seu blog! Pode? Em nossa cidade, parece que sim...

E, enquanto o Ministério Público dorme profundamente, alguns vereadores resolvem FINALMENTE demonstrar sua insatisfação com a saúde de nosso município. Como já disse em um artigo anterior, "o que não faz a proximidade de um ano eleitoral, não é mesmo?"

Finalizando, gostaria de saber quem foi o energúmeno que inventou essa história de que "nossa" saúde vai mal por atender à demanda de toda a região. Tal situação, tão comum no passado, há muito tempo se inverteu e, hoje, NÓS é que vivemos pedindo socorro para os municípios vizinhos. E se não fosse pelo auxílio deles, ou os cemitérios locais já teriam avançado sobre as vias públicas, ou já não teríamos mais lugar para enterrar nossos mortos.


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