SÃO BENEDITO DO RIO PRETO

A justiça de Urbano Santos acatou pedido formulado pelo Ministério Público e SUSPENDEU a realização das provas que seriam aplicadas hoje no município de São Benedito do Rio Preto, referentes ao concurso público para provimento de vagas do quadro permanente de pessoal da prefeitura (link ao final deste post).

O Secretário de Administração do município e o responsável pelo Instituto Coelho Neto, entidade responsável pelo concurso, foram notificados da decisão na noite de ontem (16), aproximadamente às 19:30 h. O Chefe do executivo local, José Creomar, ainda não foi localizado para ser citado.

José Creomar
Tudo indicava que as provas poderiam não se realizar. José Creomar já havia promovido um concurso em 2007 e, a seu término, nomeou quem ele quis, da maneira que quis, não tendo seguido sequer a ordem de classificação dos aprovados. Mesmo após ter assinado um Termo de Ajuste de Conduta na presença do Dr. Henrique Elder, promotor titular da comarca, comprometendo-se a convocar os classificados de acordo com o determinado no edital, José Creomar nada fez. E em razão de o concurso anterior ainda encontrar-se sub judice, o promotor Benedito Coroba, titular da Comarca de Vargem Grande e atualmente respondendo pela de Urbano Santos, pediu a suspensão deste novo concurso.

Segundo o blog São Benedito Online, há indícios de que José Creomar também tenha fraudado o processo licitatório do novo certame (link ao final deste artigo). Embora o site da empresa responsável por sua realização tenha divulgado que as provas foram apenas "adiadas" em razão da decisão judicial, muita água ainda vai rolar acerca desse caso no referido município.

Frustração: inscritos para o novo concurso, em frente ao colégio Luís Pinho



NINA RODRIGUES

As provas do concurso público de Nina Rodrigues, aplicadas no dia 19 de junho, correm o risco de ser anuladas em razão da suspeita de fraude em sua aplicação.

Conforme o item 6.16 do Edital 01/2011, do referido concurso:


A medida acima é de praxe em concursos idôneos, para resguardar a lisura do certame. No entanto, durante a aplicação das provas, inúmeras folhas de respostas "substitutas" foram distribuídas entre os candidatos, em total divergência com o Edital. Alguns candidatos chegaram a levar algumas para casa (clique AQUI para ver uma que chegou até este autor - a parte inferior foi excluída em razão de o candidato ter assinado). Vários inscritos já estão procurando a justiça para acionarem o referido município e a Fundelta, entidade responsável pelo concurso.

Tal suspeita já deu o que falar em Nina Rodrigues. Ao ser questionado sobre o caso pelo advogado de um dos inscritos, um responsável pela Fundelta negou ter ocorrido a distribuição de folhas de respostas sobressalentes, ocasião em que o advogado teria tirado uma do bolso - fato que, segundo testemunhas, deixou o representante da empresa bastante irritado. É esperar para ver...


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