Apesar de ter manifestado por anos um "singelo" apoio a esse grupo que está no poder em nossa cidade, o pároco Manuel Neves (Aleluia!) também tem se mostrado insatisfeito com a administração municipal.

No blog oficial da Paróquia de Nossa Senhora das Dores, por exemplo, Padre Neves tem falado frequentemente sobre os desmandos promovidos pelo executivo local. Para quem já passou dos trinta, muito relevantes (além de interessantes) são as considerações do pároco, como no trecho a seguir, transcrito do artigo "Boletim Paroquial - 03 de Julho de 2011" (link ao final deste post):

"Hoje, aqui em Chapadinha, cresce o número de clamores. No hospital demora-se a fazer cirurgias porque não há água. No Bairro Novo e nos Bairros do Mutirão e Independência não se pode entrar por causa das lagoas de água, buracos e lixo. A lixeira invadiu os Bairros.

Pela falta de autoridade, crescem os processos judiciais, aumenta o trabalho pastoral, progride a criminalidade, fica ameaçada a segurança pública. Nosso quotidiano está emoldurado de clamores de toda a ordem. É preciso que os responsáveis pela administração pública reorientem o sentido de sua audição, apurem a sensibilidade do coração aos gritos da situação social. Quem se fechar a esses clamores e navegar ao sabor do seu egoísmo interesseiro retardando soluções sociais e sufocando esperanças, é um ser mais que inútil. Muito prejudicial.

Circunscrever a consciência, afogar as capacidades no âmbito da vida privada, acumular bens, privatizar o que é público, perder a vergonha e enganar-se na direção certa do governo que deve ser serviço...é triste.

Cria indignação saber-se da falta de ética na organização da coisa pública. A dignidade pessoal e pública não se deve resumir a usar gravata e fazer discursos pomposos. Deve incluir vergonha na cara, honradez na consciência, permanente preocupação pela procura do bem comum, inteligente capacidade de analisar o que se fala do que se faz. Chapadinha parou. Encalhou na inércia. A brincadeira com a coisa pública progrediu.

Tem até uma mão de obra gratuita: a colaboração dos urubus na limpeza pública.

Não basta que alguém saiba falar aos micros da comunicação ou inutilizar a fiscalização que algumas entidades deviam fazer. É preciso arregaçar as mangas e trabalhar. Arranjar colaboradores capazes e responsáveis. Não decepcionar quem quer colaborar. E aflige-nos ver já que se aproveita da situação para distribuir benesses, fazer ofertas...para depois ir buscar esse dinheiro aos cofres públicos e continuar a situação que está aí.

A Prefeitura não é só para promover eventos festivos de exaltação pessoal com dinheiro público. É sobretudo para festiva e responsavelmente, promover o desenvolvimeno social e o bem estar das pessoas."
(Pe. Manuel Neves)

O Chapadinha Online não poderia deixar de complementar as palavras do sacerdote de outra forma senão relembrando as palavras de nosso Irmão e Pai Jesus Cristo:

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados! (Mateus 5:6)


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