Com o objetivo de coibir atos de reincidência por parte dos presos provisórios da comarca, bem como de garantir sua reinserção na sociedade, o Juiz Cristiano Simas, da 1ª Vara de Chapadinha, lançará - oficialmente - nos próximos dias, um projeto que beneficiará não só os presos, mas também suas famílias.

Alguns passos já foram dados nesse sentido, como, por exemplo, as melhorias na estrutura física do Centro de Detenção Provisória (CDP), os kits a serem entregues aos detentos, contendo fardamento e objetos de higiene pessoal, e até um climatizador para melhorar a salubridade do local – tudo obtido através de parcerias já firmadas, "sem um centavo do Município, do Estado ou da União", declarou Dr. Cristiano.

Segundo as aspirações do juiz, os próximos passos do projeto seriam:
  • Realização de cursos e treinamentos, custeados pelo Sebrae e pela Câmara de Dirigentes Logistas (CDL) de Chapadinha, para facilitar a reinserção dos presos provisórios no mercado de trabalho;
  • Um projeto agrícola, a ser realizado com o apoio da Universidade Federal do Maranhão (UFMA);
  • Acompanhamento regular e atendimento terapêutico, em intervenções de menor complexidade, a serem realizados por alunos do último período do curso de Técnico em Enfermagem do FAC ;
  • Acompanhamento de assistentes sociais a presos e familiares, com o apoio da Igreja;
O projeto de Dr. Cristiano está em total conformidade com o programa Começar de Novo, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o qual visa sensibilizar instituições públicas e privadas para que forneçam postos de trabalho e cursos de capacitação profissional para presos e egressos do sistema carcerário, com o intento de promover a cidadania e, consequentemente, reduzir a reincidência de crimes.

Programa Começar de Novo - CNJ (clique no banner e saiba mais)

O corregedor-geral da Justiça Antonio Guerreiro Júnior, que conheceu o CDP de Chapadinha na semana passada, deu sua impressão sobre o trabalho do juiz: "É uma iniciativa inteligente, oportuna e tem o perfil de um magistrado que se preocupa com o social – um quesito estratégico na atual magistratura", enfatizou.

"Ninguém pode afirmar que não trabalha por falta de condições. Basta ter vontade", finalizou Dr. Cristiano Simas.

Guerreiro Júnior ao lado de Dr. Cristiano, frente ao CDP
Fonte: Jornal Pequeno, CNJ

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