O objetivo será extrair informações que estariam guardadas no subconsciente de vítimas e testemunhas e seriam essenciais para elucidar o caso. No caso da vítima, durante o "transe hipnótico", esta ficaria livre do trauma causado pelo crime e poderia lembrar de um detalhe da roupa do criminoso ou de sua face, informações que poderiam ser utilizadas para fazer um retrato falado, por exemplo.

No Paraná, em um caso de atropelamento, uma pessoa hipnotizada lembrou do emblema de uma empresa, presente em um caminhão. O motorista foi localizado, testemunhou e o criminoso foi encontrado.

A polêmica já começou! Carlos Kauffmann, conselheiro da OAB-SP, entende que qualquer depoimento tomado de uma pessoa que esteja hipnotizada pode e, certamente, será contestado pela defesa, pois, segundo a lei, a pessoa deve estar livre e consciente durante sua oitiva.

Vítimas e testemunhas terão que autorizar por escrito as sessões. O acusado, por sua vez, em hipótese alguma, poderá ser hipnotizado, uma vez que, além do direito de ficar em silêncio, ninguém pode ser obrigado a fabricar prova contra si.

O DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa) já está finalizando o convênio com o Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de SP.

É esperar pra ver!
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