O carnaval de Chapadinha ainda é o melhor da região, mas nem de longe lembra o das administrações anteriores.

Do "frevo" na praça da matriz, na era Isaías, ao corredor da folia, na era Magno, o carnaval (com raras estagnações) tendia a melhorar a cada ano, atraindo cada vez mais público, gente que vinha de fora, principalmente da capital, à procura de alegria e segurança, e que já agendava o retorno para o ano seguinte. Os grandes blocos estouraram e a disputa por foliões fez com que as atrações melhorassem cada vez mais.

Camarotes lotados, contingente militar amplo e, principalmente, atento para que nenhum engraçadinho acabasse com a alegria, inúmeros bailes "extras" em clubes e bauneários para atender toda a demanda, durante todo o dia... Tempos bons, aqueles...!

Hoje em dia, o carnaval da Princesinha do Baixo Parnaíba, a cada ano que passa, deixa mais a desejar.

No carnaval 2010, por exemplo, a folia, em um dado momento, virou uma verdadeira baderna. Em um surto inexplicável, a atual administradora incitou uma richa entre as atrações presentes no palco e no trio de um dos blocos que adentrava à festa. Os motivos que a levaram a isso ainda são uma incógnita, pois são inúmeras as versões contadas pela população. O que ficou evidente foi que a decisão teve cunho pessoal e o povo, mais uma vez, pagou o preço. Quem estava presente jamais se esquecerá daquele momento insólito.

Integrantes do Bloco BCC (foto: kamaleao.com)
Hoje, em Chapadinha, só existe um (grande) bloco: o BCC, último resquício dos bons carnavais de outrora. O chato é que o administrador do BBC e a atual prefeita "não se dão muito bem". Resultado: O bloco não entra mais na praça (que era para ser) do povo. Porque não quer ou porque não pode? Este espaço está aberto a ambas as partes para que possam esclarecer a questão. A única coisa que posso afirmar é que, nessa briga, todos saíram perdendo. Os foliões, o BCC, a prefeita e - principalmente - nosso querido município.

Epelhos quebrados no banheiro da praça.
O número de banheiros químicos foi insuficiente para atender os foliões. Quem não quisesse enfrentar fila (e a fedentina), se virava como podia. Namorar, como antigamente, nos becos e ruas adjacentes à festa? Podia esquecer: viraram, exclusivamente, banheiros a céu aberto. Graças a Deus eu sou homem. E se fosse mulher tentaria brincar sem tomar uma gota de qualquer líquido que fosse (a não ser que morasse em frente à festa). Já no banheiro masculino da praça do povo, cacos de espelho  quebrado substituiam os antigos confetes.


Camarotes vazios.
Os camarotes também me chamaram a atenção. Senti um aperto no peito ao ver aqueles locais, antes tão disputados, simplesmente vazios. Lembrei do tempo em que brigava para obter uma daquelas pulseirinhas...

Mas, apesar de tudo, não faltou auto-promoção! Prefeitos (as), podem e devem se promover. Mas é muito chato ver político subir no palco, no meio da festa, para ficar prometendo mais festas e repetindo "o Dr. Magno isso, o Dr. Magno aquilo"! "pelamordeDeus"! Uma subidinha (ou 2) para agradecer a presença de todos já bastaria.

Além do que, os foliões realmente mereceriam tais agradecimentos. Todos foram muito educados, desviando o olhar crítico da real situação do carnaval chapadinhense e se divertindo, alheios a tudo. No final, foram eles que fizeram a festa acontecer!

O carnaval tem dessas coisas. O povo brasileiro tem dessas coisas. Nós sempre encontramos meios de nos adapatar a qualquer situação, na esperança de que, um dia, tudo melhore. Nós não desistimos nunca!

E, graças a esse dom, o carnaval de Chapadinha deste ano pode não ter sido ótimo, mas também não foi ruim.

Parabéns para nós!
logoblog
Comentários
0 Comentários