Lançada na terça, 22, a biografia autorizada escrita pela jornalista Regina Echeverria exalta José Sarney e o coloca como vítima nos principais escândalos em que se envolveu. Parece que, segundo Regina, essa história de que todo mundo erra não se aplica ao presidente do Senado.

É... Lula já havia dito mesmo que ele não era uma pessoa comum...

Veja algumas histórias que o livro conta (ou não):

1 - A crise que atingiu o Senado, em 2009, foi obra de uma "perseguição política" contra Sarney e ele, desejando consertar as coisas, contratou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) para elaborar uma reforma administrativa no órgão, além de ter mandado demitir todos os 136 diretores da casa. O livro só esqueceu de mencionar os R$ 500.000,00 pagos, do nosso bolso, por essa reforma que não saiu do papel, bem como o fato de que nenhum diretor foi efetivamente demitido.

2 - A obra também destaca que o senador mandou anular todos os atos secretos do Senado (nomeações de parentes e amigos, criações de cargos e aumento de vencimentos - tudo por baixo dos panos), mas esqueceu de informar que, depois, todos foram revalidados.

3 - Sobre a Fundação José Sarney, o livro não menciona as fraudes de um milhão e trezentos mil reais confirmadas pela Controladoria-Geral da União (CGU), nem o fato de o Tribunal de Contas da União (TCU) ter aberto processo para investigar a entidade.

4 - Sobre a censura aos veículos O Estado e estadao.com.br, que estão, a mais de 600 dias, proibidos de publicar notícias sobre a Operação Boi Barrica, da Polícia Federal, que investiga o empresário Fernando Sarney, a biografia diz que o senador não compactua com este tipo de iniciativa e acredita que tudo partiu dos advogados do filho. O livro não cita o fato de que a decisão que proibiu as publicações foi proferida pelo desembargador (e amigo de José Sarney) Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do DF.

5 - Por fim, a autora reza que o senador justificou cada uma das acusações de nepotismo, sem mencionar, por exemplo, que ele exonerou um neto - via ato secreto, é claro - para que ninguém descobrisse seu emprego, no gabinete do senador Cafeteira.

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Sei não, mas ainda prefiro o livro Honoráveis Bandidos, de Palmério Dória...

Fontes: Estadão, Veja, Web

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